STF: julgamento pode condenar mais seis réus pela trama golpista

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento do núcleo 2 da trama golpista, que envolve seis réus acusados de crimes relacionados a uma tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. A sessão foi conduzida presencialmente pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, com início previsto para às 9h.

Os réus do núcleo 2 são Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais de Bolsonaro; Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro; Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF); Mário Fernandes, general da reserva do Exército; Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça; e Fernando de Sousa Oliveira, ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça. Eles são acusados de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) destaca que Filipe Martins atuou na elaboração da minuta golpista, documento com medidas excepcionais para justificar a decretação de estado de sítio ou a intervenção das Forças Armadas para reverter o resultado eleitoral. O general Mário Fernandes é acusado de ser o responsável pelo plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Marcelo Câmara teria monitorado ilegalmente a rotina do ministro Moraes, enquanto Silvinei Vasques respondia pelas ações da PRF para dificultar a circulação de eleitores do Nordeste no segundo turno de 2022. Marília de Alencar e Fernando de Sousa Oliveira teriam ordenado a produção dos dados que fundamentaram essas operações.

Todos negaram envolvimento na trama durante a tramitação do processo. O STF já condenou 24 réus ligados aos núcleos 1, 3 e 4 da mesma investigação, que investiga ações para golpe de Estado e comprometimento da democracia brasileira. O julgamento do núcleo 2 é decisivo para a continuidade das apurações e para a responsabilização dos envolvidos em um dos núcleos apontados pela PGR como atuantes na organização e operacionalização do plano golpista. A Primeira Turma deve decidir se absolverá ou condenará os réus.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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