O ex‑presidente Jair Bolsonaro será submetido a uma perícia médica na próxima quarta‑feira (17), agendada pela Polícia Federal (PF) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). [7]
A decisão de Moraes atende a pedidos da defesa que alegou piora no quadro clínico de Bolsonaro e a necessidade de cirurgia para tratar hérnia inguinal, e determinou que cópia dos exames e laudos médicos apresentados pelos advogados sejam enviados aos peritos da PF para análise antes da realização da perícia oficial no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília.[1][9] O ministro já havia autorizado, a pedido da defesa, a realização de exames nas dependências da Superintendência da Polícia Federal, e determinou que o ultrassom feito no domingo (14) seja juntado aos autos e entregue aos peritos; esse exame portátil apontou diagnóstico de hérnia inguinal, segundo a defesa.[5][7]
Moraes ressaltou nos despachos que os exames anteriormente apresentados não eram recentes e que, à época em que foram feitos, não indicavam necessidade de cirurgia urgente, razão pela qual considerou necessária a perícia oficial para comprovar a atual situação clínica antes de autorizar qualquer medida excepcional, como a saída da prisão para procedimento cirúrgico ou a concessão de prisão domiciliar.[1][3] Após a realização da perícia e a juntada do laudo pericial ao processo, o relator deverá analisar imediatamente a conclusão e decidir sobre eventuais autorizações solicitadas pela defesa.[1][9]
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde permanece em cela especial desde 22 de novembro, e a avaliação pericial foi marcada no contexto das ações judiciais em que a defesa busca autorização para cirurgia e eventual prisão domiciliar, alegando agravamento dos sintomas — entre eles dor e desconforto na região inguinal e crises de soluço que, segundo relatório enviado ao STF, aumentariam a pressão abdominal e agravam o quadro.[7][6] Vários veículos noticiaram a marcação da perícia e os termos da determinação do ministro, que condicionou medidas extraordinárias à comprovação técnica dos peritos oficiais da PF.[2][5][11]
