Juros do crédito pessoal e cartão rotativo avançam para as famílias

As taxas médias de juros cobradas pelos bancos subiram para as famílias e caíram para as empresas em novembro de 2025, conforme as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central nesta sexta-feira.

No crédito livre para pessoas físicas, o avanço foi de 0,9 ponto percentual no mês, acumulando alta de 6,2 pontos percentuais em 12 meses e chegando a 59,4% ao ano. O crédito pessoal não consignado registrou o maior salto, com elevação de 5,5 pontos percentuais, para 106,6% ao ano. O cartão de crédito parcelado subiu 3,2 pontos percentuais, atingindo 181,2% ao ano, enquanto o rotativo avançou 0,7 ponto percentual, para 440,5% ao ano, uma das modalidades mais caras do mercado.

Essa taxa do rotativo permanece elevada mesmo após a limitação de cobrança implementada em janeiro de 2024, que visa reduzir o endividamento, mas não altera a taxa pactuada na contratação. O rotativo surge quando o consumidor paga menos que o valor total da fatura, como a parcela mínima, gerando juros sobre o saldo devedor por 30 dias. Após esse período, a dívida é geralmente parcelada, migrando para o cartão parcelado, que apesar do aumento mensal teve queda de 2 pontos percentuais em 12 meses. No crédito pessoal não consignado, a alta acumulada em um ano chega a 7,3 pontos percentuais.

Para as empresas, as taxas médias no crédito livre caíram 0,6 ponto percentual em novembro, mas acumulam alta de 2,8 pontos percentuais em 12 meses, em 24,5% ao ano. Destaques foram a redução de 0,7 ponto percentual no desconto de duplicatas e outros recebíveis, para 19,3% ao ano, e no capital de giro com prazo superior a 365 dias, para 21,8% ao ano.

No crédito direcionado, com regras definidas pelo governo e voltado a setores como habitacional, rural, infraestrutura e microcrédito, a taxa para pessoas físicas ficou estável em 10,9% ao ano, com alta de 1 ponto percentual em 12 meses. Para empresas, houve queda de 2,1 pontos percentuais no mês e de 0,7 em 12 meses, para 11,8% ao ano.

Considerando crédito livre e direcionado para famílias e empresas, a taxa média geral subiu 0,1 ponto percentual no mês e 3,5 em 12 meses, para 31,9% ao ano, acompanhando o ciclo de alta da Selic, fixada em 15% ao ano pelo Copom, o maior nível desde julho de 2006. As concessões totais de crédito somaram R$ 637,5 bilhões em novembro, com queda de 6,6%, mas expansão nominal de 8,9% em 12 meses. O estoque total de empréstimos do Sistema Financeiro Nacional alcançou R$ 6,971 trilhões, alta de 0,9% ante outubro, com inadimplência de 3,8%, sendo 4,7% para pessoas físicas e 2,3% para jurídicas.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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