DOU publica extrato de empréstimo de R$ 12 bilhões para os Correios

O Ministério das Comunicações publicou neste sábado em edição extra do Diário Oficial da União o extrato do empréstimo de R$ 12 bilhões aprovado para os Correios. O valor, autorizado pelo Tesouro Nacional no dia 18, representa um passo crucial na reestruturação econômico-financeira da estatal, que enfrenta prejuízos acumulados superiores a R$ 6 bilhões entre janeiro e setembro de 2025 e déficits recorrentes desde 2022, ultrapassando R$ 10 bilhões no total.

Essa operação surge após a recusa do Tesouro, no início do mês, a um pedido inicial de R$ 20 bilhões, considerado de alto risco para a União. O novo montante, menor e mais viável, foi estruturado por um pool de bancos formado por Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Os Correios assinaram o contrato na sexta-feira, formalizando a captação que agora está autorizada a prosseguir.

O empréstimo oferece prazo de 15 anos para pagamento, com carência de três anos, e taxa de juros de 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), índice de referência para operações entre bancos e próximo à taxa Selic. Esse percentual ficou abaixo do limite usual de 120% do CDI adotado pelo Tesouro para operações com garantia da União, tornando a proposta mais atrativa.

Os recursos serão direcionados principalmente para capital de giro e investimentos estratégicos, além de cobrir a comissão de estruturação da operação e outras despesas ligadas ao plano de reequilíbrio financeiro. Segundo o Tesouro, a aprovação atende aos critérios de capacidade de pagamento exigidos para estatais com plano validado pelas instâncias competentes.

O plano de reestruturação dos Correios, aprovado em novembro pelas instâncias de governança da empresa, prevê medidas como programa de demissão voluntária com potencial desligamento de até 15 mil funcionários entre 2026 e 2027, fechamento de agências deficitárias, venda de imóveis com expectativa de arrecadação de R$ 1,5 bilhão e modernização tecnológica. Essas ações visam reduzir custos operacionais, otimizar a rede de atendimento e expandir o portfólio para áreas como e-commerce, garantindo sustentabilidade e universalização dos serviços postais. A estatal enfatiza que a prioridade é preservar a liquidez imediata e a continuidade operacional, com metas como 95% de entregas no prazo até janeiro de 2026.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

Leia mais