Morre a atriz Brigitte Bardot, musa do cinema francês

Morreu aos 91 anos a atriz e ativista Brigitte Bardot; a causa da morte não foi divulgada. Ela faleceu em um hospital no sul da França, onde se preparava para uma cirurgia, e vinha apresentando saúde debilitada com longos períodos de internação nos últimos meses.[6][9]

Nascida em Paris em 28 de setembro de 1934, Brigitte Bardot começou a carreira como modelo aos 15 anos e estampou a capa da revista Elle antes de migrar para o cinema ainda na adolescência.[8][2] Fez sua estreia nas telas em 1952 no filme Le Trou Normand, e no mesmo ano participou de Manina, a Moça Sem Véu — papéis iniciais que a projetaram para oportunidades maiores no cinema europeu.[1][5]

O estrelato internacional veio em 1956 com Et Dieu… créa la femme (E Deus Criou a Mulher), dirigido por Roger Vadim, então seu marido, no qual interpretou Juliette, papel que a transformou em símbolo sexual e influenciadora de moda em nível mundial.[2][4] Ao longo da década de 1950 e início dos anos 1960, Bardot atuou em produções francesas, italianas e inglesas, trabalhando com diretores e atores de destaque e se tornando uma figura central do cinema europeu.[1][3]

Entre seus trabalhos mais lembrados estão O Desprezo (Le Mépris), de Jean‑Luc Godard, e Viva Maria!, de Louis Malle; atuou também em filmes ao lado de nomes como Anthony Perkins, Marcello Mastroianni, Alain Delon e Sean Connery.[4][2] Sua filmografia profissionalizou-a como uma das grandes estrelas do cinema francês, com cerca de 45 filmes e ampla presença na cultura pop do período.[4]

Em 1973 Bardot se afastou das telas e passou a dedicar-se à defesa dos animais, fundando a Fundação Brigitte Bardot voltada ao resgate e proteção de espécies ao redor do mundo.[5][8] Seu ativismo animal rendeu-lhe elogios, mas também controversias: ao longo dos anos, ela recebeu críticas por posicionamentos políticos polêmicos e, em 2021, foi condenada por um tribunal francês a pagar multa por insultos racistas dirigidos a moradores da ilha de Reunião.[6][3]

A vida pessoal de Bardot incluiu relacionamentos tumultuados, episódios de depressão e problemas com álcool, além de uma passagem marcante pelo Brasil em 1965, quando esteve em Búzios durante um relacionamento com o brasileiro Bob Zagury — a visita ficou famosa e deu origem a uma estátua em sua homenagem no município.[6][4] Seu último filme foi L’histoire très bonne et très joyeuse de Colinot Trousse‑Chemise, de 1973; após a aposentadoria, ela viveu reclusa em sua propriedade e concentrou-se na fundação e na escrita.[5][7]

Brigitte Bardot deixa um filho, duas netas e uma bisneta.[9][6]

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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