Em temporada de cruzeiros, São Paulo emite alerta para o sarampo

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo emitiu um alerta sobre aumento do risco de reintrodução do sarampo durante a temporada de cruzeiros no litoral paulista, citando a intensa circulação de turistas e pontos de parada que podem favorecer importação de casos para o país[2][4]. Ao todo, 38 casos de sarampo foram notificados no Brasil em 2025, sendo dois confirmados no estado de São Paulo[2][4]. Não há, segundo as autoridades, um surto generalizado no país atualmente, e a maioria dos casos registrados é de origem importada ou relacionada à importação, razão pela qual o Brasil mantém o certificado de país livre de circulação endêmica do vírus[2][4][7].

O alerta recomenda que viajantes — especialmente os que embarcam em cruzeiros ou participarão de eventos com grande aglomeração — verifiquem a caderneta de vacinação e completem o esquema da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), preferencialmente com pelo menos 15 dias de antecedência da exposição potencial[2][4]. A imunização é apontada como a principal medida preventiva pelas autoridades de saúde[4][2].

Além da vacinação, a Secretaria de Saúde orienta medidas de proteção individual para reduzir o risco de exposição e transmissão: cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar; lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar álcool em gel; não compartilhar copos, talheres ou alimentos; evitar levar as mãos à boca ou aos olhos; procurar evitar ambientes pouco ventilados e aglomerações; manter locais limpos e ventilados; e evitar contato próximo com pessoas doentes[2].

As autoridades também alertam para sinais compatíveis com sarampo após viagens: febre, manchas avermelhadas pelo corpo acompanhadas de tosse, coriza ou conjuntivite. Em caso de surgimento de sintomas até 30 dias após o retorno, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, informar o histórico de deslocamento e evitar circular em locais públicos para reduzir risco de transmissão[2].

Especialistas e boletins de vigilância registram surtos ativos em várias regiões do mundo e um aumento de casos nas Américas em 2025, o que torna necessária vigilância contínua e intensificação das ações vacinais e de vigilância epidemiológica no Brasil[10][1]. Dados de vigilância estadual e nacional mostram notificação de casos suspeitos e confirmados ao longo do ano e alertam para localidades com surtos locais, reforçando a necessidade de resposta rápida para investigação e bloqueio de transmissão[5][7].

A recomendação prática para quem vai viajar por mar ou frequentar locais com grande circulação de pessoas é: confirmar a vacinação contra sarampo; vacinar-se com antecedência (idealmente ≥15 dias antes da exposição); adotar cuidados de higiene e evitar contato com pessoas doentes; e procurar atendimento de saúde imediatamente se surgirem sintomas compatíveis até 30 dias após a viagem[2][4][5].

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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