O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma nova crise de soluços acompanhada de elevação da pressão arterial na noite de sábado, após procedimento para bloquear o nervo frênico direito, mas seu estado de saúde estável neste domingo, sem soluços no momento, conforme boletim médico do Hospital DF Star, em Brasília.
A equipe médica informou que Bolsonaro passará por nova intervenção nesta segunda-feira, no período da tarde, para bloquear o nervo frênico esquerdo, completando o tratamento destinado a aliviar as crises persistentes de soluços que afetam o controle do diafragma. Além disso, o ex-presidente seguirá com fisioterapia para reabilitação, medidas preventivas contra trombose venosa e cuidados clínicos gerais. Esse será o terceiro procedimento desde sua internação em 24 de dezembro, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que ele pudesse deixar a Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação relacionada à trama golpista.
Na quinta-feira, 25 de dezembro, Bolsonaro foi submetido à primeira cirurgia, uma herniorrafia inguinal bilateral para tratar hérnias na região da virilha, sem intercorrências e com duração de cerca de quatro horas. No sábado, diante de um quadro intenso de soluços que não respondeu a tratamentos medicamentosos, veio o segundo procedimento, um bloqueio anestésico do nervo frênico direito, realizado sob sedação e guiado por ultrassom, sem cortes e em aproximadamente uma hora. A equipe médica, composta por profissionais como os cirurgiões Cláudio Birolini e Mateus Saldanha e o cardiologista Brasil Caiado, concedeu coletiva de imprensa no sábado para afirmar que tudo transcorreu dentro do previsto e que o paciente já estava no quarto em recuperação.
Os médicos acompanham Bolsonaro diariamente para avaliar a eficácia dos bloqueios nervosos em cessar os soluços crônicos, que há meses agravam seu quadro, possivelmente ligados a sequelas de atentado anterior. A expectativa é de que ele permaneça internado por cerca de sete dias no total, com possível alta em 48 horas após a intervenção de segunda-feira, por volta de 31 de dezembro, dependendo da evolução clínica.
