Atleta da Tanzânia vence São Silvestre e Nubia de Oliveira chega em 3º

Núbia de Oliveira Silva conquistou mais uma vez o terceiro lugar na categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre, repetindo o pódio do ano anterior em uma edição histórica da tradicional prova de 15 km disputada em São Paulo. A baiana de 23 anos, originária de Campo Formoso, completou o percurso em 52 minutos e 42 segundos, consolidando-se como a melhor brasileira na competição que celebrou seu centenário com a elite do atletismo de rua mundial.

A vitória ficou com a tanzaniana Sisilia Ginoka Panga, em sua estreia na São Silvestre, que impôs um ritmo avassalador desde o início e cruzou a linha de chegada na Avenida Paulista em 51 minutos e 6 ou 9 segundos, dependendo das medições. Logo após o triunfo, que encerrou uma sequência de oito vitórias consecutivas do Quênia na prova feminina, Sisilia passou mal e precisou de atendimento médico imediato da equipe de apoio. A queniana Cynthia Chemweno ficou com o vice-campeonato, também repetindo a posição de 2024, com o tempo de 52 minutos e 30 segundos, enquanto o quarto lugar foi da peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga e o quinto, da queniana Vivian Jeftanui Kiplagati.

Desde os primeiros quilômetros, a corrida foi intensa, com Cynthia Chemweno assumindo a ponta inicialmente, seguida de perto por Sisilia e pela brasileira Núbia, que se manteve na terceira colocação sem ser ameaçada. A tanzaniana acelerou por volta dos 10 km, abrindo vantagem decisiva e administrando a liderança até o fim. Núbia, treinada pelo professor Antônio Ferreira Bonfim Filho, conhecido como Ferreirinha, demonstrou regularidade impressionante, mantendo-se entre as líderes em uma prova de alto nível técnico marcada pelo domínio africano nas últimas décadas.

Essa conquista reforça a trajetória ascendente da jovem atleta, que teve uma temporada 2025 positiva: campeã sul-americana adulta nos 10.000m, vencedora do Troféu Brasil nos 5.000m e 10.000m, e podium na Meia-Maratona Venus com recorde pessoal em dezembro. Sua iniciação no atletismo veio na escola em Campo Formoso, onde conheceu o treinador, e hoje integra a equipe do Praia Clube/Futel, em Uberlândia. O bronze de Núbia recoloca o Brasil no pódio de uma prova que não vê uma vitória nacional feminina há quase 20 anos, desde Lucélia Peres em 2006, destacando a persistência brasileira em meio à ferocidade da competição internacional.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

Leia mais