Papa pede paz entre nações “ensanguentadas por conflitos e miséria”

# Papa Leão XIV abre 2026 com apelo à paz mundial

Na manhã de 1º de janeiro, o Papa Leão XIV presidiu a tradicional Missa de Ano Novo na Basílica de São Pedro, marcando o início de 2026 com um **apelo enfático pela paz às nações atingidas por conflitos armados e às famílias afetadas pela violência cotidiana**. A celebração reuniu aproximadamente 40 mil fiéis na Praça de São Pedro e fez parte das festividades do Dia Mundial da Paz, data tradicional do calendário da Igreja Católica desde 1968.

Durante a oração do Angelus ao meio-dia, transmitida de seu estúdio com vista para a praça, o pontífice dirigiu-se aos peregrinos e turistas presentes com mensagem contundente sobre a necessidade de renovação espiritual. “À medida que o ritmo dos meses se repete, o Senhor convida-nos a renovar o nosso tempo, inaugurando por fim uma era de paz e amizade entre todos os povos. Sem este desejo de bem, não faria sentido virar as páginas do calendário nem preencher as nossas agendas”, afirmou Leão XIV.

O pontífice enfatizou a urgência da oração coletiva pela paz em múltiplas dimensões da vida humana. “Rezemos todos juntos pela paz: primeiro, entre as nações ensanguentadas pelo conflito e sofrimento, mas também dentro de nossos lares, nas famílias feridas pela violência ou pela dor”, declarou, recebendo aplausos dos presentes. A mensagem ecoava apelos anteriores do papa, que já havia mencionado especificamente o genocídio em Gaza durante a missa de Natal em 25 de dezembro.

Na conclusão de suas celebrações, Leão XIV lembrança dos presentes que a paz deve ser construída através do desarmamento interior. Convidou os cristãos a iniciarem 2026 “desarmando corações, rejeitando toda forma de violência e manifestando apreço por iniciativas de promoção da paz em todo o mundo”. O pontífice também recordou o oitavo centenário da morte de São Francisco, figura histórica associada aos ideais de paz, e concedeu sua bênção ao mundo.

As celebrações de Leão XIV marcaram também o encerramento oficial do Ano Santo de 2025, uma celebração realizada a cada 25 anos que atraiu milhões de peregrinos a Roma nos últimos meses, reafirmando o papel do Vaticano como centro espiritual do catolicismo mundial. O Papa, um agostiniano americano com extensa experiência pastoral e administrativa, continua consolidando seu pontificado com ênfase no diálogo colegial, tendo planejado reunião histórica com todo o Colégio dos Cardeais após a Epifania para discutir os desafios pastorais e administrativos da Igreja.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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