Reunião de emergência no Itamaraty discute invasão da Venezuela

# Estados Unidos realiza operação militar contra Venezuela e captura Nicolás Maduro

Os Estados Unidos executaram uma operação militar de grande escala contra a Venezuela na madrugada deste sábado, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O presidente americano Donald Trump confirmou a ação através de sua rede social Truth Social, descrevendo-a como “um ataque em grande escala contra a Venezuela” que foi bem-sucedido em remover o líder do país.

A operação iniciou-se aproximadamente às 2 da manhã, hora local de Caracas (6 da manhã em Lisboa), com uma série de explosões na capital venezuelana e em estados vizinhos. Pelo menos sete explosões foram registadas em um intervalo de cerca de 30 minutos, acompanhadas pelo sobrevoo de aeronaves militares americanas em baixa altitude. Os ataques atingiram instalações civis e militares em Caracas, assim como nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, nas imediações da capital.

Segundo informações divulgadas, a captura de Maduro foi executada pela Força Delta, unidade de elite do exército americano, que invadiu o quarto presidencial durante a madrugada enquanto o casal dormia. Trump afirmou em entrevista à Fox News que assistiu ao vivo à captura, transmitida por agentes que participaram da missão. O paradeiro exato de Maduro e sua esposa permanece incerto, embora Trump tenha mencionado que o ex-presidente será levado para Nova York e que os EUA terão “forte envolvimento” com o petróleo da Venezuela.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, exigiu uma prova de vida de Maduro e sua esposa ao governo americano, afirmando desconhecer seu paradeiro atual. Em resposta aos ataques, o governo venezuelano condenou a ação como uma “gravíssima agressão militar” e declarou estado de emergência externa em todo o território nacional, ativando planos de defesa integral e mobilizando as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas. O governo também anunciou intenção de apresentar queixas formais ao Conselho de Segurança da ONU, à CELAC e ao Movimento dos Países Não Alinhados.

No Brasil, uma reunião de emergência foi convocada no Itamaraty em Brasília para discutir a invasão, contando com a participação do ministro da Defesa José Múcio, da ministra substituta do Ministério das Relações Exteriores Maria Laura da Rocha, e da secretária-executiva da Casa Civil Miriam Belchior. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou por videoconferência do Rio de Janeiro, enquanto o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira retornava de férias para Brasília.

Lula condenou formalmente a operação militar, declarando que “a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, e apelou à Organização das Nações Unidas para responder de forma vigorosa ao episódio. O presidente brasileiro reafirmou a disposição do Brasil em promover a via do diálogo e da cooperação na região.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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