O governo da Venezuela repudiou veementemente a agressão militar perpetrada pelos Estados Unidos contra seu território e população, em um comunicado oficial divulgado neste sábado. A ação, confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump como um ataque em grande escala, resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, após explosões intensas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Autoridades venezuelanas descreveram o episódio como uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente dos artigos 1 e 2, que protegem a soberania e proíbem o uso da força. O comunicado acusa os Estados Unidos de buscar impor uma guerra colonial para se apoderar dos recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais, e quebrar sua independência política. Localidades civis e militares foram atingidas por volta das 2h locais, com relatos de fortes explosões, colunas de fumaça, céu avermelhado, tremores no solo e interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversas áreas da capital. Moradores registraram o sobrevoo de aeronaves militares e helicópteros por cerca de 90 minutos, gerando pânico nas ruas.
A operação envolveu forças de elite como a Força Delta do Exército americano, com coordenação de inteligência em tempo real, meios aéreos e navais, incluindo porta-aviões posicionados no Caribe. Trump classificou a ação como uma “operação brilhante”, planejada há dias, e anunciou uma coletiva de imprensa na Flórida para mais detalhes. Ele justificou a captura com acusações criminais contra Maduro, incluindo liderança do suposto Cartel de los Soles, uma organização narcoterrorista, oferecendo previamente 50 milhões de dólares por informações sobre seu paradeiro. Não há baixas americanas reportadas, mas o governo venezuelano menciona mortes sem balanço oficial consolidado.
Em resposta, a Venezuela decretou estado de exceção, emergência nacional e ativou planos de defesa, reservando-se o direito de legítima defesa conforme o Artigo 51 da Carta da ONU. O governo bolivariano convocou a população, forças sociais, políticas, militares e policiais a se mobilizarem contra o “ataque imperialista”, garantindo soberania e paz em uma “fusão popular-militar-policial”. Denúncias serão apresentadas ao Conselho de Segurança da ONU, ao secretário-geral António Guterres, à Celac e ao Movimento dos Países Não Alinhados, exigindo condenação e responsabilização dos Estados Unidos.
O texto oficial evoca a história de resistência venezuelana desde 1811, citando o presidente Cipriano Castro em 1902 contra bombardeios estrangeiros e o ex-presidente Hugo Chávez, com a frase “unidade, luta, batalha e vitória”. Trump, por sua vez, divulgou imagens de Maduro após a captura, em meio a críticas internacionais. A Rússia chamou a ação de “agressão armada”, Cuba de “criminosa”, o Irã de violação da soberania, enquanto a Colômbia expressou preocupação com a segurança civil e o Chile defendeu o diálogo. No Brasil, o PT condenou o “sequestro” de Maduro como a mais grave agressão no século XXI na América do Sul, e o governo Lula monitora a fronteira com Roraima, sem movimentações anormais ou brasileiros entre vítimas, reiterando que o ato ultrapassa “uma linha inaceitável” e ameaça a estabilidade regional. O New York Times, em editorial, qualificou o ataque como ilegal e imprudente, sem aprovação congressional, apesar de reconhecer o caráter repressivo de Maduro.
