O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar noturna em Caracas, classificada como uma das demonstrações mais impressionantes da capacidade das Forças Armadas americanas. Em coletiva de imprensa de sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump afirmou que os Estados Unidos assumirão a administração da Venezuela até uma transição segura de poder, garantindo que o país não volte à instabilidade anterior.
Trump descreveu a ação, batizada de Operação Resolução Absoluta, como um sucesso total: as defesas venezuelanas foram neutralizadas sem perdas americanas, com explosões e ataques aéreos na capital sob escuridão total, provocada por expertise dos EUA. “Todas as capacidades militares da Venezuela foram tornadas impotentes. Estava escuro e foi letal”, declarou, enfatizando que Maduro e Flores foram pegos no meio da noite e agora enfrentam indiciamento no Distrito Sul de Nova York por narcoterrorismo, sob responsabilidade de Jay Clayton.
Pouco antes da declaração, Trump postou em sua rede Truth Social uma foto supostamente de Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima, com os olhos cobertos por óculos escuros, fone de ouvido e possível algema, imobilizado e com sentidos bloqueados. O líder americano justificou a invasão com acusações de narcotráfico contra o governo Maduro, alegando envolvimento em rotas de contrabando ligadas a organizações criminosas, embora sem apresentar provas concretas.
Trump também destacou o controle futuro do setor petrolífero venezuelano, detentor das maiores reservas do mundo, que passará a empresas americanas para revitalizar a infraestrutura danificada e gerar receitas. “Vamos levar nossas grandes empresas petrolíferas para investir bilhões, consertar tudo e começar a gerar dinheiro para o país”, prometeu, ameaçando uma segunda onda de ataques, ainda maior, caso haja resistência.
A operação, a primeira intervenção direta dos EUA na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989, gerou reações imediatas. O governo venezuelano denunciou a ação como agressão imperialista, decretou estado de exceção e de perturbação externa, mobilizando forças de defesa e convocando repúdio internacional na ONU. Autoridades de Caracas afirmam que Maduro ordenou planos de defesa nacional, enquanto o presidente colombiano Gustavo Petro classificou o episódio como gravíssima agressão militar, rejeitando ações unilaterais que ameacem a população civil.
Especialistas apontam interesses geopolíticos e energéticos por trás da ofensiva, incluindo controle de petróleo e minerais estratégicos na região amazônica, além de sanções econômicas prévias que enfraqueceram o país. A ação é vista como ilegal pelo direito internacional, configurando crime de agressão segundo o Estatuto de Roma, sem autorização da ONU ou legítima defesa, e pode intensificar a crise migratória nas fronteiras com Colômbia e Brasil, abrindo precedentes para instabilidades regionais.
