Prefeito de Nova York critica ato de guerra de Trump contra Venezuela

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, criticou duramente a operação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, classificando-a como “um ato de guerra e uma violação da lei federal e internacional”[5][7]. A ação resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, que foram transferidos para custodia federal em Nova York[3][5].

Mamdani, democrata que tomou posse recentemente após vencer as eleições de 4 de novembro com 50,78% dos votos[2], manteve uma conversa telefônica direta com o presidente Donald Trump para expressar seu desacordo com a operação[1][3]. Durante uma coletiva de imprensa no sábado, o prefeito reafirmou seu tom franco e direto, destacando que foi “honesto e direto no Despacho Oval” e continuará sendo assim nas futuras conversações[2][4].

O alcalde enfatizou que o “flagrante intento de mudança de regime” não afeta apenas pessoas no estrangeiro, mas impacta diretamente os nova-iorquinos, particularmente os dezenas de milhares de venezuelanos que vivem na cidade[5][7]. Mamdani ressaltou que sua prioridade é garantir a segurança dessa comunidade e de todos os nova-iorquinos, comprometendo-se a monitorar a situação continuamente[7].

Mamdani chegou à prefeitura com uma agenda claramente progressista, distante das posições democratas mais tradicionais[1][2]. Seu programa inclui transporte gratuito em ônibus, congelamento de preços de aluguel e educação infantil gratuita até os cinco anos[3][4].

Os acusadores federais apresentaram uma acusação contra Maduro que se baseia em investigações da DEA desde 2020, acusando-o de liderar o Cartel dos Soles, uma rede ligada a altos comandos militares venezolanos[5]. Os crimes incluem narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e delitos relacionados com armas automáticas[5]. A acusação foi ampliada para incluir a esposa de Maduro e um de seus filhos como co-imputados[5].

Mamdani não foi o único a criticar a operação. A governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul, também democrata, classificou a ação como um “abuso flagrante de poder” e destacou que Trump agiu sem aprovação do Congresso[5].

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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