Cobertura de testagem para HIV cresce 47% em comunidades indígenas

Ministério da Saúde registra crescimento expressivo na testagem de HIV e ISTs em terras indígenas

O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira que distribuiu mais de 1 milhão de testes rápidos para detecção de infecções sexualmente transmissíveis nos territórios indígenas em 2025, marcando um aumento de 25% em relação a 2022. A ação, realizada com apoio dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, resultou em uma expansão de 47% na cobertura de testagem para HIV/AIDS nas comunidades indígenas desde 2022.

Os números evidenciam uma aceleração ainda mais significativa entre 2024 e 2025, período em que a cobertura de testagem para HIV e outras ISTs avançou 63,62%. Esse crescimento reflete a ampliação tanto da oferta de exames quanto do acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno. Complementando essas ações, o governo também intensificou a distribuição de preservativos nas terras indígenas, com o objetivo de fortalecer as estratégias de prevenção.

Para o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, essa ampliação é fundamental porque não apenas qualifica o diagnóstico precoce e melhora o acesso ao tratamento, como também reduz a transmissão entre a população indígena e revela a real dimensão da carga de doenças e infecções nos territórios.

Putira Sacuena, diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena, ressaltou que a expansão da testagem fortalece o controle das ISTs, especialmente quando combinada com estratégias de prevenção e ações para reduzir as morbidades, garantindo tratamento rápido e qualificado aos pacientes.

Com objetivo de ampliar a conscientização e fortalecer a resposta à epidemia, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Dezembro Vermelho” dedicada ao HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis. Como parte dessa iniciativa, foi realizado um webinário intitulado “Dezembro Vermelho no contexto indígena – HIV/AIDS: prevenir, diagnosticar e cuidar”, voltado para profissionais de saúde indígena que atuam nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, nos Polos Base e nas Unidades Básicas de Saúde Indígena. O evento debateu atualizações sobre ISTs com ênfase no HIV/AIDS, abrangendo aspectos da Vigilância Epidemiológica e da Atenção Primária à Saúde Indígena.

A campanha e o webinário buscaram qualificar e fortalecer o cuidado integral no enfrentamento do HIV/AIDS no contexto da saúde indígena, contribuindo para o aprimoramento das estratégias de prevenção, manejo clínico e diagnóstico precoce, além de ampliar o acesso à informação e melhorar a qualidade da atenção às pessoas que vivem com HIV.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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