Saúde de João Pessoa alerta para aumento de acidentes com águas-vivas nas praias

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de João Pessoa emite um aviso aos frequentadores das praias locais sobre o risco elevado de contato com águas-vivas. Entre dezembro e março, esses invertebrados marinhos aparecem com mais frequência nas águas da capital, impulsionados pela reprodução no verão, quando as temperaturas sobem e a água fica mais clara, com possibilidade de pico até abril.

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oceania, na Avenida Flávio Ribeiro Coutinho, no Retão de Manaíra, atende esses incidentes. Nos últimos 30 dias, os casos registraram elevação de 20% a 30% em relação ao período anterior.

Equipes médicas enfatizam os perigos e os procedimentos corretos para quem for picado nessas praias. “A primeira opção ao ter contato com uma água-viva é lavar o local afetado com a própria água do mar de forma corrente, enfatizando que precisa ser bastante água corrente e salgada, sem esfregar o local afetado. Uma segunda opção é lavar de forma corrente com ácido acético 5%, que é o nosso popular vinagre. Pode ser também necessária a remoção mecânica dos tentáculos e, em casos de lesões maiores, até outros tipos de tratamentos médicos para queimaduras”, orientou Heitor Bandeira, médico e responsável técnico da UPA Oceania.

Heitor Bandeira também alerta para condutas a evitar após o contato. Não se deve usar urina nem água doce na área atingida, tampouco esfregar com mãos ou toalhas, ações que agravam a dispersão do veneno e dos tentáculos.

“Pode também ser necessária fazer a remoção mecânica dos tentáculos e, em casos de lesões maiores, fazer outros tipos de tratamentos médicos para queimaduras. Se isso ocorrer, pode levar a vítima para as Upas, que daremos seguimento ao tratamento”, completou o médico.

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