Indústria apresenta estabilidade em novembro de 2025

# Produção Industrial Brasileira Registra Estabilidade em Novembro de 2025

A produção industrial brasileira apresentou **variação nula (0,0%) em novembro de 2025** na comparação com o mês anterior, quando havia registrado alta de 0,1%[1]. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das expectativas do mercado, que projetava estabilidade no período[2].

Apesar da estagnação mensal, a indústria mantém desempenho positivo em perspectivas mais amplas. O setor permanece 2,4% acima do patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020, embora continue significativamente distante do recorde histórico alcançado em maio de 2011, quando a produção era 14,8% superior aos níveis atuais[3].

No acumulado de 2025, a indústria registrou crescimento de 0,6%, enquanto nos últimos 12 meses a alta chegou a 0,7%[4]. Esses números, porém, sinalizam **perda de ritmo em relação aos resultados anteriores**, indicando desaceleração da atividade econômica diante da elevada taxa de juros mantida em 15% ao ano[5].

Na comparação com novembro de 2024, a produção industrial apresentou **recuo de 1,2%**, revertendo a tendência positiva de meses anteriores[6]. Esse resultado refletiu desempenhos negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados, 51 dos 80 grupos e 54,4% dos 789 produtos analisados[7].

## Setores em Retração

A principal influência negativa em novembro veio do setor de **indústrias extrativas, que recuou 2,6%**[8]. Conforme o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, essa queda foi provocada pela menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro.

Além das indústrias extrativas, diversos setores registraram desempenho negativo. Os **bens de consumo duráveis apresentaram retração de 2,5%**, eliminando parte do avanço de 2,8% obtido em outubro. O setor de **bens intermediários recuou 0,6%**, marcando o terceiro mês consecutivo de queda, com perda acumulada de 1,8% no período.

Outros segmentos que contribuíram negativamente foram veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), produtos químicos (-1,2%), bebidas (-2,1%) e produtos alimentícios (-0,5%).

## Desempenho Positivo

Em posição contrária, os segmentos de **bens de capital (0,7%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,6%)** apresentaram desempenho positivo em novembro. O setor de bens de capital avançou 2,1% considerando três meses de crescimento consecutivo, enquanto os bens de consumo semi e não duráveis acumularam ganho de 1,5% no período outubro-novembro.

Na análise individual de ramos, o setor de **produtos farmoquímicos e farmacêuticos destacou-se com alta de 9,8%**, provocando o principal impacto positivo na média da indústria. Também registraram contribuições positivas significativas impressão e reprodução de gravações (18,3%), produtos de minerais não metálicos (3,0%), produtos de metal (2,7%), máquinas e equipamentos (2,0%) e metalurgia (1,8%).

## Comparação Anual Mostra Fragilidade

O resultado de novembro em relação ao mesmo mês de 2024 evidencia ainda mais a fragilidade do setor. As principais influências negativas nessa comparação vieram das atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,0%), produtos de metal (-6,8%) e produtos de madeira (-12,4%). Também apresentaram quedas significativas os setores de bebidas (-4,2%), máquinas e materiais elétricos (-5,3%), equipamentos de informática e eletrônicos (-5,7%) e móveis (-5,8%).

Poucos setores conseguiram crescimento na base anual. As **indústrias extrativas registraram alta de 4,6%** e **produtos alimentícios cresceram 4,0%**, sendo as principais influências positivas na formação da média. Também apresentaram desempenhos positivos relevantes manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,8%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (5,4%), celulose e papel (3,0%) e metalurgia (1,7%).

A Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada regularmente desde a década de 1970, continua fornecendo indicadores essenciais sobre o comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação no país, sendo fundamental para análises de curto prazo da economia brasileira.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

Leia mais