Chuvas fortes causam novas enchentes na Grande São Paulo

A tarde desta quinta-feira foi marcada por chuvas intensas na capital paulista e em municípios da Grande São Paulo, provocando enxurradas, transbordamento de córregos e pontos de alagamento. Por volta das 15 horas, a precipitação chegou a 70 milímetros nas estações de medição em Mogi das Cruzes e Ferraz de Vasconcelos, enquanto bairros da zona leste, como Itaquera e Guaianazes, também foram atingidos por temporais, assim como Poá, Suzano e Itaquaquecetuba.

Às 16 horas, toda a cidade de São Paulo já se encontrava em estado de atenção para alagamentos. A chuva alcançava o centro, com cerca de 30 milímetros acumulados, e avançava para áreas da zona sul próximas da região central. Municípios do ABC, como Santo André e São Bernardo do Campo, também registraram problemas provocados pelo grande volume de água em curto espaço de tempo.

O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da capital registrou o transbordamento do Córrego Guaratiba, em Guaianazes, às 16h23, e do Córrego Três Pontes, no Itaim Paulista, às 15h40, ampliando o risco de alagamentos e danos em áreas vulneráveis. De acordo com o órgão, a tempestade teve origem no interior do estado e chegou à região metropolitana de forma isolada, mas com forte intensidade e potencial para queda de granizo, rajadas de vento, alagamentos e queda de árvores. Ao menos 11 pontos de alagamento foram contabilizados na capital, dez deles intransitáveis no momento mais crítico da chuva.

As rajadas de vento e o solo encharcado favoreceram a queda de árvores em diferentes regiões, mobilizando equipes de emergência para a desobstrução de vias e a avaliação de riscos em áreas residenciais. O Corpo de Bombeiros atendeu a ocorrências de três desabamentos e quatro chamados por enchentes, todos sem registro de vítimas.

A Defesa Civil do estado informou que as sirenes de emergência para alagamentos foram acionadas em Ferraz de Vasconcelos, em razão do mau tempo e da possibilidade de elevação rápida do nível da água em áreas de risco. O órgão alertou moradores de regiões sujeitas a inundações e deslizamentos para que ficassem atentos às orientações das equipes de campo e aos avisos sonoros das sirenes.

Em nota, a Defesa Civil destacou que, caso a chuva permanecesse intensa ou o cenário se agravasse, poderia ser acionado o Plano de Contingência Municipal, com a remoção preventiva de famílias para abrigos e outros locais considerados seguros. A medida faz parte do protocolo adotado em situações de risco iminente, especialmente em bairros periféricos e margens de córregos, onde a combinação de ocupação irregular e falhas de drenagem urbana aumenta a vulnerabilidade da população.

Por volta das 17 horas, a intensidade da chuva começou a diminuir na capital e em parte da Grande São Paulo, permitindo o escoamento gradual da água e a reabertura de alguns pontos antes intransitáveis. Apesar do recuo da tempestade, equipes da Defesa Civil, do CGE, do Corpo de Bombeiros e das prefeituras municipais permaneceram em alerta para monitorar o nível de córregos e rios, além de atender eventuais novos chamados em decorrência de infiltrações, quedas de barreira e danos em estruturas.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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