Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, na FM 100.5, o secretário do Procon de João Pessoa, Júnior Pires (@juniorpirespb), chamou atenção para a situação de vulnerabilidade vivida por trabalhadoras de postos de combustíveis da capital. Ele denunciou casos de assédio moral e perseguição no ambiente de trabalho, criticando duramente a conduta de alguns empregadores. A conversa foi conduzida pelos apresentadores Fabiano Gomes, Jaceline Marques e Dayana Lucas.
Segundo Pires, há relatos de funcionárias que sofrem pressão para cumprir ordens consideradas ilegais, sob ameaça de advertências e outras punições. O secretário afirmou ter acompanhado um desses casos de perto e relatou indignação ao presenciar o sofrimento da trabalhadora envolvida. “É claramente um caso de perseguição e assédio moral. Deram uma ordem ilegal e disseram que, se ela não obedecesse, seria punida. Ela contou que já havia recebido advertência e temia nova penalidade”, afirmou.
O titular do Procon destacou que essas profissionais não são responsáveis por eventuais irregularidades cometidas pelos postos, mas acabam executando ordens superiores por medo de retaliações ou da perda do emprego. Segundo ele, a maioria evita denunciar por conta própria, justamente pela insegurança e dependência financeira.
Júnior Pires também relatou que, em algumas ocasiões, precisa advertir quem tenta impedir ações de fiscalização, alertando que tal conduta pode gerar necessidade de acionar a Polícia Militar — situação que, segundo ele, intensifica o clima de pressão psicológica sobre as funcionárias.
Com a repercussão de vídeos e denúncias recentes, o secretário pediu uma resposta efetiva do Ministério Público do Trabalho e dos órgãos de fiscalização. “Espero sinceramente que o MPT intervenha e adote providências. Essas mulheres não podem continuar sofrendo em silêncio”, concluiu.
Você pode assistir a íntegra da entrevista com o Secretário Júnior Pires no link abaixo a partir de 01h12min de vídeo: