IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil

Um ranking de riscos empresariais elaborado pela seguradora corporativa do Grupo Allianz, a Allianz Commercial, revela que a inteligência artificial emergiu como a principal preocupação do setor de negócios no Brasil. Pela primeira vez, a IA ocupa o topo da lista, apontada por 32% dos executivos consultados, superando outros riscos tradicionais.

A pesquisa destaca a IA como uma ferramenta estratégica poderosa, capaz de impulsionar inovações e eficiência nos negócios, mas também como uma fonte crescente de vulnerabilidades. Executivos brasileiros identificam riscos operacionais, como falhas em sistemas automatizados, além de desafios legais e reputacionais decorrentes da falta de governança adequada, da evolução rápida da regulação e da preparação insuficiente das equipes. Essa ascensão acompanha a adoção acelerada da tecnologia em meio a avanços globais, onde a IA remodela indústrias inteiras, mas expõe empresas a incertezas inéditas.

Logo atrás da IA, com 31% das citações, vêm os incidentes cibernéticos, que continuam como uma ameaça persistente, frequentemente interligados à expansão da inteligência artificial. Em terceiro lugar, mudanças na legislação e regulamentação somam 28% das menções. Mudanças climáticas, com 27%, e catástrofes naturais, com 21%, completam o top cinco.

O CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund, enfatiza que a crescente importância da IA na sociedade e na indústria torna natural sua posição de destaque no levantamento. Ele aponta que, além das oportunidades transformadoras, a rápida evolução e adoção da tecnologia estão remodelando o cenário de riscos, posicionando-a como uma preocupação central para as empresas. O estudo, parte do Allianz Risk Barometer, baseia-se em consultas a especialistas em seguros e riscos, capturando as visões de executivos sobre os perigos mais iminentes para 2026.

Essa nova liderança da IA no ranking brasileiro contrasta com edições anteriores, em que ameaças como interrupções de negócios e ciberataques dominavam.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)