Cruzeiro bate São Paulo e fatura bicampeonato da Copinha após 19 anos

O Cruzeiro conquistou o bicampeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior de forma invicta, com nove vitórias em nove jogos, ao derrotar o São Paulo por 2 a 1 na final disputada no Estádio do Pacaembu. Após 19 anos de jejum, as Crias da Toca, apelido do time sub-20 mineiro, ergueram a taça da maior competição de base do futebol brasileiro, repetindo o feito de 2007, quando também superaram o Tricolor na decisão.[1][2][3]

A partida foi equilibrada desde o início, com leve domínio celeste na construção das jogadas. Aos 11 minutos do primeiro tempo, veio o erro fatal da defesa paulista: Baptistella cobrou escanteio na segunda trave, e William subiu mais alto que todos para cabecear ao fundo das redes, abrindo o placar. O Cruzeiro pressionou em busca do segundo gol, criando uma enxurrada de chances, mas esbarrou nas defesas milagrosas do goleiro João Pedro. Do outro lado, Victor Lamourier, arqueiro das Crias da Toca, também brilhou, mas não evitou o empate aos 47 minutos: em cobrança de escanteio, Gutava Santana escorou de cabeça para Isac mandar para dentro e deixar tudo igual antes do intervalo.[1][2][3]

No segundo tempo, as equipes se fecharam mais, e o jogo ganhou em trancamento. Aos 17 minutos, o técnico Mairon César promoveu uma mudança decisiva, sacando William para a entrada de Gustavinho. Onze minutos depois, o camisa 7 mudou o rumo da história: arrancou pela esquerda, soltou um chute de fora da área que bateu na trave, tocou caprichosamente nas costas de João Pedro e entrou, recolocando o Cruzeiro à frente por 2 a 1. O São Paulo, visivelmente exausto, partiu para o tudo ou nada. Aos 31 minutos, o árbitro marcou pênalti a favor do Tricolor após falta de Kaiquy Luiz, mas o VAR revisou a jogada e transformou a marcação em falta fora da área. À frente no placar, o time mineiro administrou com inteligência e segurou a pressão final, garantindo a vitória e o título.[1][2][3]

A campanha das Crias da Toca foi impecável ao longo dos 22 dias de torneio, que reuniu 128 times em 34 grupos. Na primeira fase, lideraram o Grupo 13 com vitórias sobre Barra-SC, Esporte de Patos e Francana. Nas mata-matas, eliminaram Meia-Noite, Ponte Preta, Santos e Guanabara City, antes de baterem o Grêmio na semifinal. No total, marcaram 22 gols e sofreram apenas cinco, comprovando a solidez defensiva e o poder ofensivo.[1][3]

Com o bicampeonato, o Cruzeiro empata em número de títulos com Palmeiras, Nacional-SP, Portuguesa e Ponte Preta, todos com dois troféus. O maior vencedor segue sendo o Corinthians, com 11 conquistas, enquanto São Paulo, Fluminense e Internacional somam cinco cada. Gustavinho, herói da final com seu gol salvador, foi eleito o craque da partida.[1][3]

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)