A Petrobras anunciou nesta segunda-feira que reduzirá em 5,2% o preço da gasolina A vendida às distribuidoras, com o novo valor entrando em vigor a partir desta terça-feira, 27 de janeiro. O preço médio de venda passará a ser de R$ 2,57 por litro, o que representa uma queda de R$ 0,14 por litro em relação ao patamar anterior[1][2][3].
A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias e é misturado ao etanol pelas distribuidoras para formar o produto final vendido nos postos de combustíveis. Essa redução acumula uma queda de R$ 0,50 por litro desde dezembro de 2022, o que equivale a uma retração real de 26,9%, já descontada a inflação do período. A última alteração nos preços havia ocorrido em 21 de outubro, quando a gasolina ficou 4,9% mais barata[1][2].
O reajuste deve trazer alívio à inflação nacional, já que a gasolina é o item com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, principal indicador oficial de inflação no país. Após a venda às distribuidoras, o valor é influenciado por custos como frete, mistura obrigatória de etanol anidro, cerca de 27% do volume, impostos federais como Cide, PIS/Cofins e ICMS estadual, além das margens de lucro das distribuidoras e postos. A Petrobras representa apenas cerca de um terço do preço cobrado ao consumidor final[2].
No caso do diesel, a companhia optou por manter os preços de venda às distribuidoras inalterados neste momento, no valor de R$ 3,27 por litro, vigente desde maio de 2025. Ainda assim, desde dezembro de 2022, o diesel acumula uma redução real de 36,3%, também ajustada pela inflação. A política de preços da Petrobras prevê que a definição do preço nas refinarias considera a cotação internacional do preço do barril, a paridade de exportação, a evolução do câmbio e a participação no mercado[1][2][4].
