O empresário e piloto Pedro Turra, de 19 anos, acusado de agredir gravemente um jovem de 16 anos no Distrito Federal, será transferido para uma cela isolada para cumprir a prisão preventiva. A decisão foi tomada após o incidente que deixou o adolescente em coma.
A briga teria começado por causa do arremesso de um chiclete no amigo do jovem agredido. Em gravações do ocorrido, no bairro de Vicente Pires, em Brasília, Turra aparece empurrando o adolescente, que se desequilibra, bate na porta aberta de um veículo e perde a consciência.
Turra foi preso pela Polícia Civil na sexta-feira e sua prisão foi mantida após audiência de custódia no sábado. O juiz determinou que Turra fique separado dos demais presos devido ao risco à sua integridade física, dado o destaque que o caso recebeu.
A defesa do adolescente em coma expressou desconforto com a decisão de cela especial, alegando que reforça a sensação de privilégio e tratamento diferenciado. A defesa acusa as autoridades de oferecerem tratamento privilegiado a Turra devido ao seu status social.
O advogado de Turra, Eder Fior, afirmou que o acusado relatou estar sendo alvo de ameaças de morte e acusou os policiais de não protegerem adequadamente seu cliente. Além disso, a defesa criticou a ‘espetacularização’ do caso pela polícia.
Turra havia sido preso um dia após a agressão, mas pagou fiança de R$ 24 mil e estava respondendo ao inquérito em liberdade. A nova prisão foi autorizada após a polícia apresentar provas de outros casos de agressão envolvendo Turra, incluindo o uso de um taser contra uma adolescente de 17 anos.
Após o episódio, Turra foi desligado da Fórmula Delta, competição de automobilismo na qual era piloto.
