O Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu transferir o julgamento dos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips de Tabatinga para Manaus. A mudança foi solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF) devido a preocupações com a segurança e imparcialidade do júri.
Bruno Pereira, indigenista, e Dom Phillips, jornalista britânico, foram mortos em 5 de junho de 2022 em Atalaia do Norte, Amazonas. Eles estavam visitando comunidades próximas à Terra Indígena Vale do Javari. Os corpos foram encontrados 10 dias depois em uma área de mata fechada.
O procurador da República em Tabatinga, Guilherme Diego Rodrigues Leal, argumentou que manter o julgamento em Tabatinga poderia atrasar o processo e comprometer a segurança dos envolvidos. O tribunal também decidiu que os processos contra os acusados Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima, apontados como executores, tramitarão separadamente.
Além dos executores, cinco pessoas foram acusadas de ajudar na ocultação dos corpos. Rubén Dario Villar, conhecido como Colômbia, também responde a processo como mandante das mortes. Ele é suspeito de liderar uma quadrilha de pesca ilegal e tráfico de drogas na região do Vale do Javari.
As investigações indicam que Bruno e Dom foram mortos por se oporem à pesca ilegal, promovendo educação ambiental em comunidades indígenas. Ainda não há data definida para o julgamento.
