O governo federal divulgou na última quinta-feira (5) o sumário executivo do Plano Clima, que serve como um guia com diretrizes, estratégias e planejamento para que o país alcance o compromisso de reduzir as emissões de gases do efeito estufa e enfrentar as mudanças climáticas.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou na publicação a importância de promover uma transição para um modelo econômico que respeite a capacidade de suporte do planeta, visando restabelecer o equilíbrio climático de forma ética. Ela acrescentou que essa transição justa também é essencial para superar um modelo econômico que perpetua desigualdades históricas.
A íntegra da política pública inclui as Estratégias Nacionais de Mitigação (ENM) e as Estratégias Nacionais de Adaptação (ENA), além de planos setoriais e temáticos. O documento completo possui 90 páginas, com pesquisa interativa para facilitar a leitura por tema, gráficos e tabelas.
Aprovado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) em dezembro de 2025, o Plano Clima reúne iniciativas a serem implementadas no país até 2035 pelos setores público e privado.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou em carta na abertura da publicação que a aprovação do Plano Clima, após 17 anos da primeira edição, marca um momento decisivo na política brasileira sobre mudança do clima. Ele destacou que o documento contribui para o estabelecimento de um caminho transparente, robusto e participativo para que o país cumpra integralmente suas metas no âmbito do Acordo de Paris.
O objetivo do Brasil é reduzir as emissões de gases de efeito estufa de 2,04 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, medido em 2022, para 1,2 bilhão de toneladas em 2030. Esses volumes representam uma queda de 59% a 67% nas emissões, compromisso assumido pelo Brasil na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Acordo de Paris.
