Viradouro homenageia Mestre Ciça no carnaval de 2026

Os compositores Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito pediram em um samba que homenagens fossem prestadas a eles enquanto ainda estivessem vivos. O samba ‘Quando eu me chamar saudade’, lançado por Nelson Gonçalves na década de 1970, traz esse recado.

Seguindo essa ideia, Ciça, do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Viradouro, será homenageado pela agremiação de Niterói no desfile do Sambódromo em 16 de fevereiro. Ciça, cujo nome de registro é Moacyr da Silva Pinto, completará 70 anos em julho e é o mestre de bateria mais longevo em atividade.

As baterias das escolas de samba, chamadas de ‘coração rítmico’, são fundamentais para o desfile, conduzindo os passistas e animando o público. Mestres como Ciça são responsáveis por criar os arranjos, ensinar e ensaiar os percussionistas, liderando seus músicos para empolgar os espectadores no Sambódromo.

Mestre Ciça expressou sua emoção em ser homenageado enquanto ainda está em atividade. Ele não desfilará em carro alegórico, mas sim no chão, conduzindo a bateria, um dos quesitos avaliados pelos jurados.

Além da Viradouro, Ciça já liderou as baterias da Unidos da Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e Estácio de Sá, onde começou em 1988. Ele comandou a percussão em dois dos três carnavais vencidos pela Viradouro e em um pela Estácio de Sá.

O currículo de Ciça influenciou a escolha do tema da Viradouro para 2026, como explica Tarcísio Zanon, carnavalesco da escola. A história de Mestre Ciça será contada em 23 alas por até 3,5 mil componentes, que vão cantar o samba-enredo ‘Pra cima, Ciça!’, uma homenagem assinada por 12 compositores.

Fonte: Agência Brasil

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