Banco do Brasil prevê desafios em 2026 após queda de lucro em 2025

Após registrar um lucro de R$ 20,68 bilhões em 2025, o Banco do Brasil se prepara para enfrentar um ano desafiador em 2026. A presidente-executiva da instituição, Tarciana Medeiros, destacou durante uma teleconferência com analistas que, embora 2025 tenha sido difícil, o banco está preparado para lidar com os desafios futuros.

Em entrevista, Medeiros mencionou que os desafios começaram com o aumento da inadimplência no agronegócio em 2025. Ela explicou que, após dois anos de resultados recordes, o banco viu uma redução nos lucros e um aumento de 500% na inadimplência do setor agropecuário em relação à média histórica.

Na noite anterior, o banco divulgou um lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões para 2025, uma queda de 45,4% em relação a 2024. A instituição atribuiu essa redução às novas regras contábeis e ao aumento da inadimplência, especialmente no agronegócio. Para 2026, o banco projeta um crescimento modesto, com um lucro estimado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões.

Uma das estratégias para o próximo ano é fortalecer a liderança no segmento de crédito consignado para o funcionalismo público e aumentar a participação no setor privado. Medeiros ressaltou a experiência do banco nesse segmento, destacando a intenção de reforçar ainda mais essa liderança.

Recentemente, o conselho do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou um plano emergencial para recompor o caixa após a liquidação do Banco Master. Para ajudar na recapitalização do FGC, o Banco do Brasil decidiu antecipar um aporte de R$ 5 bilhões, equivalente a cinco anos de contribuições futuras.

O Banco do Brasil contribui anualmente com cerca de R$ 1 bilhão para o FGC e agora fará uma contribuição extraordinária adicional de 50% desse valor, cerca de R$ 500 milhões por ano. O vice-presidente Geovanne Tobias explicou que essa antecipação afetará apenas o caixa do banco.

Tobias enfatizou a importância de um FGC sólido, embora isso implique em abrir mão de receitas. A presidente do banco reforçou que o FGC deve proteger o investidor, mas não ser usado como argumento de venda de ativos. Ela destacou a necessidade de ajustes na legislação e regulação, após os eventos de 2025, para evitar problemas futuros.

Fonte: Agência Brasil

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