Empresário que jogou R$ 429 mil pela janela vira alvo da Polícia Federal

A terceira fase da Operação Barco de Papel, deflagrada pela Polícia Federal nesta última quarta-feira, 11 de fevereiro, trouxe uma cena inusitada em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Quando agentes federais chegaram para cumprir mandado de busca e apreensão em um apartamento no 30º andar de um edifício de luxo no município catarinense, testemunharam algo inesperado: uma mala recheada com R$ 429 mil em espécie sendo arremessada pela janela do banheiro.

O autor do gesto, identificado como Igor Paganini, empresário paranaense de 37 anos natural de Guarapuava que atua no setor imobiliário, não constava entre os investigados da operação. O prédio onde ocorreu o episódio foi construído pela própria família dele. No entanto, a tentativa desesperada de se livrar do dinheiro mudou completamente seu status perante a lei: de pessoa não investigada, Paganini passou automaticamente a integrar o rol de alvos da Polícia Federal.

A Operação Barco de Papel investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, focando especificamente na gestão de recursos do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, e sua ligação com o Banco Master. O dinheiro jogado pela janela foi integralmente recuperado pelas autoridades, mas a origem dos valores ainda é objeto de apuração.

Além da quantia em espécie, os agentes federais apreenderam dois veículos de luxo, celulares e documentos tanto no imóvel de Balneário Camboriú quanto em uma propriedade do empresário localizada em Itapema, também no litoral catarinense. Paganini não foi preso durante a operação, mas deve responder criminalmente por ocultação de provas e lavagem de dinheiro.

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