Bloco do Amor celebra diversidade e respeito no carnaval de Brasília

O Bloco do Amor, que no ano passado reuniu cerca de 70 mil pessoas segundo os organizadores, voltou a atrair um grande público neste sábado de carnaval nos arredores da Biblioteca e do Museu Nacional em Brasília.

Fundado em 2015, o bloco surgiu com o objetivo de ocupar o centro da capital com manifestos político-poéticos de respeito, diversidade e afeto coletivo, sempre com muita cor e glitter. Segundo os organizadores, é uma das celebrações mais emblemáticas do carnaval de Brasília, misturando nostalgia e celebração.

Na edição de 2026, o bloco adotou o lema ‘Sonhar como Ato de Existência’, propondo o sonho e a alegria como ferramentas de resistência e transformação social. Com um público plural da comunidade LGBTQIAPN+, o bloco se apresenta como um território livre de preconceitos.

Letícia Helena, coordenadora geral do Bloco do Amor, destacou a diversidade presente nos ritmos que animam os foliões, variando do axé retrô ao eletrônico, passando pela música pop, MPB e forró. A edição de 2026 integra a Plataforma Monumental, estrutura que abriga diversos eventos ao longo de quatro dias.

Letícia Helena, produtora cultural e formada em Artes Cênicas, explica que o Bloco do Amor nasceu da necessidade de discutir o amor na cidade, trazendo mais representatividade aos espaços. O bloco cresceu tanto que precisou se mudar para a área externa do Museu Nacional de Brasília.

O bloco é conhecido por sua folia respeitosa, com mensagens sobre aceitação e bom convívio na diversidade. Em 2024, a festa conseguiu zerar os registros de violência e assédio contra mulheres, segundo a Secretaria de Segurança Pública, devido ao trabalho de preparação da equipe.

Fernando Franq e Ana Flávia Garcia, frequentadores do bloco, afirmam que o Bloco do Amor é o bloco dos corações deles, destacando o ambiente seguro e acolhedor para a comunidade LGBT. Ana Flávia ressalta que o carnaval é revolucionário quando agrega respeito e aceitação.

Clarisse Pontes, 22, participa pela primeira vez de um bloco de carnaval e espera encontrar paz e diversão. Alasca Ricarte, estudante de design, vê o carnaval como uma oportunidade para ser verdadeiro e aceito. Ele lamenta que Brasília ainda enfrente resistência à aceitação das diferenças.

Ana Luíza, estudante, busca um carnaval onde homens e mulheres se respeitam, destacando o ambiente de aceitação do Bloco do Amor. Ricardo Maurício, acompanhado da esposa e da filha, fala sobre a importância de ensinar a diversidade à filha, que já está acostumada a conviver com casais gays e trans.

Fonte: Agência Brasil

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