Lula promete ação firme contra corrupção e narcotráfico em reunião com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira (24) que o Brasil está disposto a fazer “qualquer sacrifício” para prender os “magnatas da corrupção e do narcotráfico”. Essa questão será um dos temas centrais na reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para o próximo mês em Washington.

Em entrevista à imprensa em Seul, capital da Coreia do Sul, onde está em visita de Estado, Lula afirmou: ‘O desejo nosso é colocar os magnatas da corrupção e do narcotráfico na cadeia, e para isso nós faremos qualquer sacrifício’.

Lula destacou que, ao visitar os Estados Unidos, levará representantes da Polícia Federal, Receita Federal, Ministério da Fazenda e Ministério da Justiça para mostrar a Trump que o Brasil está pronto para ser um parceiro no combate ao crime organizado, ao narcotráfico e ao tráfico de armas.

A pauta completa da reunião ainda está em elaboração e, segundo Lula, incluirá temas de interesse do Brasil, multilateralismo e democracia. ‘E ele [Trump] também tem a pauta dele para mim’, acrescentou.

Lula chegou à Ásia no último dia 18 e já cumpriu agendas na Índia e na Coreia do Sul. Hoje, ele ressaltou que as negociações para um acordo comercial entre a Coreia e o Mercosul serão retomadas, após estarem paradas desde 2021.

Em conversa com Lee Jae-Myung, presidente da Coreia do Sul, Lula enfatizou a importância de discutir o acordo em um momento de retorno do unilateralismo. Lee se mostrou interessado, e comissões serão formadas para debater o tema, com a possibilidade de concluir os acordos ainda este ano.

A ampliação do acordo de comércio preferencial Mercosul-Índia também é prioridade para o Brasil, visando o livre comércio.

Após Seul, Lula seguiu para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para uma reunião de trabalho com o presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan. Questionado sobre a tensão no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã, Lula afirmou que a reunião será focada em temas de interesse do Brasil.

Ele declarou: ‘Eu não vou discutir a guerra do Irã, eu não sou representante da ONU, não sou do Conselho de Segurança como membro permanente da ONU. Eu vou discutir a relação comercial e política entre Brasil e os Emirados Árabes’.

Ainda nesta terça-feira, a comitiva presidencial embarca de volta para Brasília.

Fonte: Agência Brasil

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