A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES), por meio da Coordenação da Saúde da Criança e do Adolescente, realizou, nesta quinta-feira (12), a primeira Oficina Macrorregional de Alinhamento e Construção de Ações Estratégicas de Prevenção da Gravidez na Adolescência. O evento aconteceu no auditório da Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (Espep), em João Pessoa.
A iniciativa reuniu profissionais de diferentes áreas com o objetivo de fortalecer o planejamento e a construção de estratégias voltadas à prevenção da gravidez na adolescência no estado. Durante a oficina, foram apresentados dados epidemiológicos, discutidas estratégias de enfrentamento e alinhadas ações entre estado e municípios para fortalecer o cuidado integral à saúde do adolescente.
De acordo com a coordenadora da Saúde da Criança e do Adolescente da SES, Tatiane Jesus, a oficina integra uma agenda estadual que será realizada em todas as macrorregiões de saúde da Paraíba. “Essa agenda vai ser trabalhada em todas as macrorregiões de saúde do estado da Paraíba. No dia 19 de março estaremos na segunda macrorregião, em Campina Grande, e no dia 26 de março na terceira macrorregião, em Sousa, trabalhando essa mesma oficina com os municípios. O objetivo é fortalecer e apoiar os municípios, ofertando ferramentas e apoio técnico da Secretaria de Estado da Saúde para qualificar as ações de prevenção da gravidez na adolescência”, destacou.
Segundo a coordenadora, a realização das oficinas ocorre diante de um aumento recente nos casos de gravidez na adolescência, o que reforça a necessidade de ampliar o diálogo e a capacitação das equipes que atuam diretamente com esse público.
“Desde o ano passado temos observado um pequeno aumento nos casos de gravidez na adolescência. Por isso, precisamos preparar e capacitar os municípios, apresentando dados, discutindo o cenário atual e construindo estratégias conjuntas para enfrentar essa realidade”, explicou.
Durante o encontro, também são debatidos temas relacionados às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e ao panorama atual da saúde integral do adolescente no estado, considerando os desafios associados ao início cada vez mais precoce da vida sexual entre jovens.
A adolescência é considerada pela Organização Mundial da Saúde como o período entre 10 e 19 anos de idade, sendo dividida entre adolescência precoce, dos 10 aos 14 anos, e adolescência tardia, dos 14 aos 19 anos.
A coordenadora também destacou que o enfrentamento da gravidez na adolescência envolve diferentes fatores sociais, culturais e econômicos, e por isso precisa ser trabalhado de forma integrada entre diversas áreas. “A saúde sozinha não dá conta dessa pauta. É necessário trabalhar de forma intersetorial, junto com a educação, assistência social, cultura, esporte e lazer, para que possamos fortalecer as ações de orientação, prevenção e cuidado integral voltadas aos adolescentes”, ressaltou.
O público convidado da oficina incluiu profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social, cultura e esporte, além de representantes de comunidades tradicionais, como povos indígenas, quilombolas e ciganos, reforçando a proposta de uma abordagem ampliada e intersetorial. Precisamos reforçar a participação de alguns setores que não se vê fazendo interface com a saúde no seu contexto ampliado do cuidado integral.
A adolescência é um período marcado por intensas transformações físicas, emocionais e sociais. A gravidez nessa fase pode trazer impactos importantes para a saúde da mãe, do bebê e também para o futuro da adolescente. Por isso, a prevenção, a orientação e o acesso à informação fazem parte das ações de promoção da saúde desenvolvidas nas Unidades Básicas de Saúde e na rede de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS).
