Ministério da Saúde lança edital para especialização em enfermagem neonatal

O Ministério da Saúde lançou um edital oferecendo 310 vagas para a Especialização em Enfermagem Neonatal, destinada a profissionais que trabalham em unidades neonatais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS). O investimento previsto para a iniciativa é de R$ 2,6 milhões.

As inscrições estarão abertas de 16 de março a 6 de abril, por meio da plataforma SIGA-LS. O programa dá prioridade a profissionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há uma maior necessidade desse tipo de especialização.

De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo é ampliar a qualificação da força de trabalho no SUS e melhorar o atendimento a mulheres e recém-nascidos. Segundo Felipe Proenço, secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, o intuito é fortalecer e valorizar a enfermagem no SUS, além de qualificar a oferta dos serviços, reduzindo desigualdades históricas e fortalecendo a resolutividade nas redes regionais.

O curso, com duração de 14 meses, será executado pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz. A especialização faz parte do Programa Agora Tem Especialistas e pode aumentar em mais de 30% o número de enfermeiros neonatais no SUS.

Das 310 vagas oferecidas, 206 são destinadas a capitais e 104 a municípios do interior. A distribuição regional prevê 56 vagas no Centro-Oeste, 182 no Nordeste e 72 no Norte. Os profissionais selecionados atuarão em 64 hospitais distribuídos em 36 municípios, com 172 vagas reservadas para ações afirmativas.

A formação é parte de um conjunto de ações do Ministério da Saúde para fortalecer a assistência obstétrica e neonatal. Em 2025, foram destinados R$ 17 milhões para a Especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, reunindo 760 profissionais de enfermagem em parceria com 38 instituições de ensino. A iniciativa é executada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras, priorizando profissionais em regiões interiorizadas e na Amazônia Legal.

Fonte: Agência Brasil

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