O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta semana para decidir sobre a taxa Selic, com previsão de redução de 0,25 ponto percentual, segundo o boletim Focus desta segunda-feira (16). Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, sendo a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação.
Na última reunião, realizada no final de janeiro, o Copom optou por manter a Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva, apesar da queda na inflação e no dólar. A taxa atual é a mais alta desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. O Copom indicou que poderá iniciar a redução dos juros na reunião de março, desde que a inflação permaneça controlada.
Na semana anterior, o mercado esperava um corte de 0,5 ponto percentual, mas a elevação das expectativas de inflação, influenciada pelo aumento dos preços do petróleo devido à guerra no Irã, alterou o cenário. As projeções para a Selic no final de 2026 foram ajustadas para 12,25% ao ano, com reduções previstas para 10,5% em 2027 e 10% em 2028.
A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,91% para 4,1% em 2026, mas permanece dentro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Em fevereiro, a inflação oficial fechou em 0,7%, acumulando alta de 3,81% em 12 meses.
A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano subiu ligeiramente para 1,83%. Para os anos de 2027 e 2028, o mercado financeiro estima um crescimento de 1,8% e 2%, respectivamente. O boletim Focus também prevê que o dólar fechará o ano a R$ 5,40, aumentando para R$ 5,47 até o final de 2027.
