Após sete meses de investigação, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS foi encerrada sem a apresentação de um relatório final. O parecer do deputado Alfredo Gaspar, que pedia o indiciamento de 216 pessoas, foi rejeitado por 19 votos a 12.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, decidiu encerrar os trabalhos sem a votação de um relatório alternativo proposto pela base governista. A senadora Eliziane Gama tentou apresentar uma questão de ordem para discutir o relatório alternativo, mas Viana não aceitou o pedido.
Carlos Viana anunciou que a investigação continuará com o envio de cópias do relatório rejeitado a instituições como o Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federal. O deputado Paulo Pimenta afirmou que o documento da base governista será encaminhado à Polícia Federal.
A reunião que decidiu o destino da CPMI começou na manhã de sexta-feira e se estendeu até a madrugada de sábado. O relatório rejeitado incluía nomes como Antônio Carlos Camilo Antunes, Maurício Camisotti e Daniel Vorcaro, além de ex-ministros e ex-dirigentes do INSS.
O documento também mencionava Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, por supostos repasses de dinheiro. A decisão de encerrar a comissão ocorreu após o Supremo Tribunal Federal rejeitar a prorrogação dos trabalhos.
O relatório alternativo da base governista pedia o indiciamento de 201 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, por envolvimento em uma suposta organização criminosa ligada a fraudes no INSS.
A CPMI, que começou em agosto de 2025, investigava descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas e possíveis ligações do Banco Master com empréstimos consignados irregulares. Nas últimas semanas, a comissão enfrentou acusações de vazamento de conversas pessoais de Daniel Vorcaro.
