Trump afirma que EUA estão desmantelando defesa iraniana

Em seu primeiro pronunciamento nacional desde o início da guerra, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite desta quarta-feira (1º) que as forças militares norte-americanas estão ‘desmantelando sistematicamente’ a capacidade de defesa do regime do Irã. Segundo ele, os objetivos ‘estratégicos centrais’ do conflito, iniciado há 32 dias, estão próximos de serem atingidos.

Durante a declaração de cerca de 20 minutos, Trump exaltou supostas vitórias no campo de batalha e prometeu intensificar os ataques nas próximas semanas, sem descartar negociações. ‘Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Enquanto isso, as negociações continuam. Mudança de regime não era nosso objetivo — nunca dissemos isso —, mas ela ocorreu em função da morte de praticamente todos os líderes originais. Todos morreram’, afirmou.

Trump mencionou que o novo grupo de líderes iranianos é ‘menos radical e mais razoável’, mas alertou que, se não houver acordo, alvos estratégicos, como usinas de geração de energia, serão atacados. Ele destacou que os EUA não atacaram o petróleo iraniano para não eliminar a chance de sobrevivência ou reconstrução do país.

Em diversos momentos, Trump afirmou ter ‘destruído e esmagado’ as forças militares iranianas, como a Marinha e a Força Aérea, sem apresentar evidências claras. Ele não explicou por que o Estreito de Ormuz continua sob controle iraniano, impactando o preço internacional dos combustíveis. Trump ressaltou que os EUA não dependem do petróleo dessa via e que países que dependem devem se responsabilizar pelo acesso ao canal marítimo.

Trump agradeceu a países aliados no Oriente Médio, como Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein, que mantêm bases norte-americanas e têm sido alvos do Irã. Sobre a alta do petróleo, ele minimizou o problema, atribuindo-o a ataques iranianos contra petroleiros comerciais.

Ao justificar a continuidade da guerra, Trump comparou a duração do conflito com outras guerras históricas em que os EUA se envolveram, destacando que a operação atual já devastou o Irã, tornando-o uma ameaça irrelevante.

No pronunciamento, Trump não mencionou as centenas de manifestações que reuniram milhões de norte-americanos nas principais cidades do país, protestando contra o envolvimento na guerra e as ações policiais de deportação de imigrantes. Essa é a terceira onda de protestos nos últimos meses, e o presidente enfrenta sua pior avaliação desde o início do segundo mandato, com cerca de um terço de aprovação, segundo pesquisas.

Fonte: Agência Brasil

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