Tensões aumentam no Estreito de Ormuz em meio a ameaças dos EUA

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã desafiou os Estados Unidos, afirmando que o Estreito de Ormuz ‘jamais voltará a ser como era, especialmente para os EUA e Israel’. A declaração foi feita em resposta a um ultimato do presidente Donald Trump.

Em comunicado nas redes sociais, a Marinha iraniana afirmou que está concluindo os preparativos operacionais para a nova ordem no Golfo Pérsico. O Irã planeja estabelecer novas regras para a passagem pelo Estreito de Ormuz, em parceria com Omã, sem interferência de potências estrangeiras.

O Estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás mundial, está fechado desde o início das hostilidades entre EUA/Israel e Irã, permitindo apenas a passagem de navios autorizados por Teerã. Trump ameaçou lançar ‘o inferno’ sobre o Irã caso o Estreito não seja reaberto até terça-feira.

Um documento com 15 pontos circula como proposta de Trump para o fim da guerra, incluindo o desmantelamento do programa nuclear do Irã. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou as propostas, considerando-as ‘altamente excessivas e ilógicas’.

O Irã exige compensação financeira pelos danos dos ataques, a retirada das bases militares dos EUA da região e o fim definitivo da guerra, incluindo frentes de combate no Líbano e na Faixa de Gaza. O porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, afirmou que é necessário levar o inimigo a um ‘arrependimento genuíno’.

Em um vídeo, o porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, Ibrahim Zulfiqari, anunciou novos ataques do Irã contra instalações ligadas a Israel e EUA no Oriente Médio. Foram alvejados um navio porta-contêineres e locais estratégicos em cidades israelenses.

Zulfiqari alertou que ataques a alvos civis seriam respondidos com medidas mais intensas. O Irã também confirmou o assassinato do chefe de inteligência da IRGC, brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, em um ataque aéreo israelense em Teerã.

Fonte: Agência Brasil

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