As delegações do Irã e dos Estados Unidos, reunidas em Islamabad, capital do Paquistão, não chegaram a um acordo de paz após 21 horas de negociações. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixou o local informando que os iranianos optaram por não aceitar os termos propostos.
Vance declarou à imprensa que os EUA buscavam um compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares. Segundo ele, esse era o objetivo central do presidente dos EUA, que esperava alcançar esse compromisso nas negociações.
O Irã defende o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos e acusa os EUA de usarem isso como pretexto para impor uma mudança de regime. Teerã nega a intenção de desenvolver uma bomba atômica.
Mohammad-Bagher Ghalibaf, chefe do Parlamento iraniano e líder da delegação, afirmou que o Irã tinha boa vontade para negociar, mas que não confiavam no lado oposto devido a experiências passadas com os EUA e Israel. Ele destacou que apresentaram iniciativas promissoras, mas que não conseguiram conquistar a confiança da delegação iraniana.
Após o fracasso das negociações, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a Marinha estadunidense vai impedir a passagem pelo Estreito de Ormuz, afirmando que o Irã não estaria disposto a abrir mão de suas ambições nucleares.
Trump também instruiu a Marinha a interceptar embarcações que paguem pedágio ao Irã e a destruir minas colocadas no Estreito. Esta via marítima é crucial para o comércio de petróleo, e o Irã a fechou em resposta a agressões dos EUA e Israel.
O aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, novo líder Supremo do Irã, afirmou que o Estreito de Ormuz terá novas regras de passagem, não retornando ao status anterior à guerra. No encontro, foram discutidos temas como o Estreito de Ormuz, o programa nuclear, indenizações de guerra, levantamento de sanções e o fim da guerra na região.
Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, informou que era natural que questões tão complexas não fossem resolvidas em quase 24 horas de negociações, mencionando divergências sobre o Estreito de Ormuz e questões regionais.
