Protesto em São Paulo pede fim da escala 6×1 e medidas contra feminicídio

Centrais sindicais e movimentos sociais se reuniram nesta sexta-feira (1º) na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, para manifestar apoio à aprovação do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional e exigir medidas de combate ao feminicídio no Brasil. Participantes expressaram críticas à atuação dos parlamentares por meio de camisetas e cartazes.

O professor Marco Antônio Ferreira, da rede pública, destacou o desafio de conscientizar as novas gerações sobre a importância de trabalhar sob as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em meio ao aumento da pejotização, que é a contratação de funcionários como Pessoa Jurídica (PJ). Ferreira enfatizou que essa forma de contratação pode resultar na perda de direitos como férias remuneradas e 13º salário.

O Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) tem ganhado força no Brasil, enquanto parte do empresariado se opõe à redução da jornada de trabalho e às mudanças nas relações laborais. Em abril, o governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei com urgência para implementar um regime de carga horária de 40 horas semanais, proibindo cortes salariais decorrentes dessa redução.

Ferreira observou que a escala 6×1 impede muitos trabalhadores de participarem de lutas coletivas por direitos, tornando difícil conciliar o trabalho com a vida pessoal. A pesquisa ‘O Trabalho no Brasil’, encomendada pela CUT e outras entidades, revelou que muitos trabalhadores sem carteira assinada já tiveram experiências sob o regime CLT e desejam retornar a ele.

A pesquisa também destacou a confusão entre empreendedorismo e trabalho autônomo, com muitos se identificando como empreendedores quando, na verdade, são PJs afetados pela precarização. Em meio ao aumento dos feminicídios, a pedagoga Silvana Santana ressaltou a importância de tratar negras e negros como sujeitos de direito e criticou a lentidão das medidas públicas para proteger as mulheres.

Fonte: Agência Brasil

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