Trabalhadores, aposentados, estudantes e ativistas se reuniram em várias cidades brasileiras nesta sexta-feira, 1º de maio, para celebrar o Dia Internacional do Trabalhador. Em Brasília, o protesto ocorreu no Eixão do Lazer, na Asa Sul, com reivindicações pelo fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso, sem redução salarial.
A empregada doméstica Cleide Gomes participou do ato com sua família para exigir direitos trabalhistas. Ela destacou as ilegalidades enfrentadas por suas colegas, mencionando que algumas trabalham em feriados sem receber horas extras por desconhecimento de seus direitos.
O evento, organizado por sete centrais sindicais do Distrito Federal, contou com atrações culturais e discursos. O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, defendeu a redução da jornada de trabalho como uma questão de justiça social e criticou a resistência de algumas empresas.
Idelfonsa Dantas, trabalhadora informal, participou da manifestação buscando melhores condições para a população. Já as bibliotecárias Kelly Lemos e Ellen Rocha, aprovadas em concurso público, aguardam nomeação e lutam por valorização dos profissionais de educação.
Durante o protesto, Ana Beatriz Oliveira, estagiária de psicopedagogia, compartilhou sua experiência com jornadas exaustivas e como a mudança para uma escala de cinco dias de trabalho melhorou sua qualidade de vida. A aposentada Ana Campania também criticou a escala 6×1, chamando-a de ‘escala da escravidão’.
Geraldo Estevão Coan, sindicalista, enfatizou a necessidade de acabar com a jornada dupla enfrentada por mulheres, defendendo que homens compartilhem as responsabilidades domésticas.
O ato em Brasília também registrou um confronto entre manifestantes e apoiadores de Jair Bolsonaro, após a exibição de um boneco do ex-presidente. A Polícia Militar do Distrito Federal interveio rapidamente, restabelecendo a ordem sem registros de ocorrências graves.
