A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou a importância dos saberes tradicionais e populares na preservação da biodiversidade durante sua participação na 6ª edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura. O evento, realizado em Aracruz, Espírito Santo, abordou o tema da justiça climática com uma programação extensa de terça-feira (19) até domingo (24).
Representantes de comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e periféricas discutiram com autoridades governamentais estratégias para mitigar os efeitos da crise climática, utilizando as culturas tradicionais como base. Em entrevista, Menezes destacou que o investimento em cultura tem potencial para qualificação e emancipação, incluindo o aspecto financeiro.
Durante o encontro, ocorreu o primeiro passo para a construção do Plano Nacional das Culturas Indígenas, além da assinatura de atos normativos voltados a atores da cultura tradicional e popular. Menezes afirmou que o decreto da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares visa estabilizar e ampliar políticas para a cultura popular, garantindo mais proteção e investimento.
A ministra enfatizou a importância de valorizar as culturas dos povos originários, que contribuem significativamente para a identidade cultural brasileira. Ela também destacou a importância da Teia Nacional dos Pontos de Cultura, que voltou a ser realizada após 12 anos, fortalecendo a conexão entre os pontos de cultura e promovendo discussões sobre políticas culturais.
Menezes comentou sobre os avanços no Ministério da Cultura, mencionando a nacionalização do mecanismo de fomento da lei Rouanet e a conexão de 96% das cidades brasileiras com políticas culturais, como as leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc. Ela destacou o impacto positivo desses investimentos na cultura e na economia criativa, promovendo geração de emprego e renda.
