Conflito no Oriente Médio: EUA bombardeiam Bandar Abbas em violação ao cessar-fogo

Os Estados Unidos violaram o cessar-fogo firmado com o Irã ao bombardear a cidade de Bandar Abbas na noite de terça-feira, em meio a semanas de negociações sem resultados.

Em comunicado à mídia, Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, afirmou que os militares atacaram ‘locais de lançamento de mísseis e barcos que colocavam minas’ no Estreito de Ormuz.

A cidade portuária de Bandar Abbas, alvo dos ataques, está localizada na área costeira do Estreito de Ormuz, fechado por Teerã após o início das agressões dos EUA e de Israel em fevereiro.

O Irã não confirmou quais locais foram atingidos, mas as mídias locais relataram múltiplas explosões no leste de Bandar Abbas e áreas costeiras, afirmando que a situação permanece sob controle.

Os EUA justificaram os ataques como uma ação de ‘autodefesa para proteger as tropas das ameaças iranianas’, mantendo que agem com moderação durante o cessar-fogo, segundo a AP News.

Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã informou ter derrubado um drone MQ-9 Reaper dos EUA sobre o Golfo Pérsico por invasão do espaço aéreo, alertando que qualquer violação será respondida severamente.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã criticou a ‘flagrante violação do cessar-fogo’ pelos EUA, destacando a má-fé e quebra de promessas durante o processo de mediação diplomática conduzido pelo Paquistão.

Teerã afirmou que não deixará nenhuma agressão impune e não hesitará em defender suas ações.

A violação do cessar-fogo ocorre em meio a negociações de paz sem avanços após quase sete semanas desde a frágil trégua firmada entre os países.

Enquanto o Irã exige a retirada das bases militares dos EUA do Oriente Médio, desbloqueio de recursos congelados e levantamento de sanções, Washington quer a entrega do urânio iraniano e a abertura do Estreito de Ormuz.

O Irã se recusa a negociar seu programa nuclear, alegando fins pacíficos, e defende uma nova gestão sobre o Estreito de Ormuz diferente de antes da guerra.

Fonte: Agência Brasil

Leia mais