Lula critica classificação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou respeito à soberania brasileira e criticou manifestações de autoridades dos Estados Unidos após a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelo governo norte-americano.

Segundo Lula, organizações como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) são, de fato, terroristas, mas apenas para as comunidades brasileiras. Ele afirmou que não há justificativa para uma intervenção estrangeira, durante declaração feita em Sergipe, onde visitou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe no município de Laranjeiras.

Lula expressou tristeza com a classificação feita pelo secretário Marco Rubio, dos EUA, e ressaltou que as facções brasileiras não têm o perfil de terroristas que os EUA costumam procurar, citando Osama Bin Laden como exemplo. Ele também mencionou que boa parte do tráfico de armas no Brasil tem origem nos Estados Unidos.

O presidente cobrou respeito das autoridades estadunidenses, afirmando que o Brasil não deve ser tratado como uma republiqueta. Ele levantou suspeitas de que o interesse dos EUA estaria relacionado às riquezas minerais do Brasil, como ouro, diamantes e a floresta amazônica.

Lula lembrou de uma conversa com Donald Trump, onde destacou a importância do respeito mútuo na comunidade internacional, defendendo a democracia e a integridade territorial das nações. Ele reiterou que o Brasil tem feito muito para combater organizações criminosas e mencionou a aprovação da PEC da Segurança Pública como reforço nesse combate.

O presidente afirmou que, caso os EUA queiram colaborar, serão bem-vindos, mas que esse combate deve ocorrer também em território estadunidense. Ele mencionou a entrega de documentos a Trump, apontando locais de lavagem de dinheiro e criminosos brasileiros nos EUA, como Carlos Ramagem e Ricardo Magro.

Fonte: Agência Brasil

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