O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 precisará tramitar nas comissões da Casa, sugerindo que o Senado deve aprimorar o texto que chegou da Câmara dos Deputados.
Alcolumbre quebrou o silêncio sobre a tramitação da PEC após questionamento do senador Styvenson Valetim (Podemos-RN) em plenário, que solicitou uma previsão de data para a votação da matéria. O presidente do Senado defendeu que a PEC seja votada sem pressa, ouvindo todos os setores da sociedade. Segundo ele, a definição do processo de tramitação ocorrerá após reunião de líderes na próxima semana.
Ele expressou a certeza de que seria razoável se o Senado pudesse melhorar um texto de tal importância, permitindo que os senadores debatessem o assunto com calma. Alcolumbre criticou a pressão para analisar a PEC rapidamente, afirmando que não é a favor nem contra a proposta, mas sim a favor do debate.
Alcolumbre destacou que não é razoável que a Câmara dos Deputados debata um assunto relevante por cinco meses e que o Senado seja obrigado a apenas aprovar o texto sem alterações. Lideranças governistas defendem que a proposta seja apreciada no Senado ainda em junho, sem alterações em relação ao texto da Câmara. Se alterada pelo Senado, a PEC precisaria voltar para nova análise dos deputados.
A oposição apresentou uma PEC alternativa para manter a jornada de trabalho atual, com possibilidade de contratos por hora trabalhada. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), é contrário à redução da jornada no Brasil.
Alcolumbre mencionou ainda as votações em anos eleitorais, afirmando que muitas vezes o que é razoável não pode ser discutido devido às eleições. Ele informou que discutirá a tramitação da matéria com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), por onde o texto teria que passar inicialmente. O relator da PEC ainda não foi definido.
