Hospital Metropolitano concede alta a paciente que passou por tratamento de tumor intracranianodurante quase seis meses

Após quase seis meses de internação, a paciente Madelyne Karla do Nascimento recebeu alta do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), unidade da rede estadual gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde). A despedida foi marcada por emoção, gratidão e pela celebração de uma trajetória de coragem e superação diante de um diagnóstico de tumor intracraniano durante a gestação.

Madelyne, de 33 anos, estava internada na unidade desde dezembro de 2025. Ela foi transferida de outra instituição após precisar passar por uma cesariana de emergência devido a um grave quadro neurológico. No Hospital Metropolitano, recebeu atendimento especializado para o tratamento do tumor intracraniano, sendo submetida a uma cirurgia e acompanhada por uma equipe multiprofissional ao longo de toda a sua recuperação.

De acordo com a coordenadora da Internação Clínica do HMDJMP, Thaís Medeiros, a paciente enfrentou um processo longo e delicado de tratamento. “Ela veio transferida de outra instituição, onde precisou passar por uma cirurgia cesariana devido a um quadro neurológico grave e veio para tratar através de uma cirurgia de tumor intracraniano”, explicou.

A coordenadora destacou ainda que, após o procedimento, a paciente apresentou intercorrências que exigiram cuidados intensivos. “Depois dessa cirurgia, ela acabou passando por algumas intercorrências, muitos dias de UTI e diversos meses de internação na enfermaria. Mas agora tivemos a alegria de devolvê-la para sua casa e para sua família. Com certeza ela ainda terá um caminho de reabilitação”, afirmou.

A alta hospitalar também foi um momento de agradecimento para os familiares. Emocionada, Mayne Kelly, irmã de Madelyne destacou o acolhimento e a dedicação da equipe durante todo o período de internação. “A gente não pode deixar apagar o que fizeram por minha irmã, por amor. Tenho gratidão por terem cuidado tão bem dela. Independente do que aconteceu com a minha irmã, a vida vai ter que continuar. Agora será uma nova fase”, declarou.

Ela também falou sobre os desafios que a família ainda enfrentará durante a recuperação da paciente. “Eu disse para minha mãe: não sei se estou levando minha irmã para casa para a gente reabilitar ou para algo que talvez não esteja em nosso pensamento, mas tenho certeza que vai ser feita sempre a vontade de Deus”, completou.

O Hospital Metropolitano é referência em cardiologia, neurologia e endovascular, especialidades estratégicas para a rede pública. Em oito anos de funcionamento, a unidade já realizou cerca de 90 mil atendimentos ambulatoriais e mais de 18 mil cirurgias, números que representam impacto direto na assistência à população paraibana. 
 

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