Doença de Chagas: Saúde promove oficina de alinhamento para a vigilância do “barbeiro”

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) da Paraíba está realizando uma oficina com o objetivo de otimizar a vigilância do ‘barbeiro’, inseto responsável pela transmissão da Doença de Chagas. O evento, promovido pelo Núcleo de Fatores Biológicos e Entomologia, começou nesta terça-feira (16) e se estende até quarta-feira (17), no auditório da Escola de Saúde Pública da Paraíba (ESP-PB), em João Pessoa. Participam da oficina os coordenadores ambientais das 12 Regionais de Saúde do estado.

Nilton Guedes, chefe do Núcleo de Fatores Biológicos e Entomologia, ressaltou a relevância do encontro. ‘Esses coordenadores são a referência da SES nos municípios. Por isso, é essencial alinhar as ações de operacionalização do Programa de Vigilância e Controle da Doença de Chagas para o segundo semestre. Isso inclui desde a busca ágil pelo atendimento das pessoas, em relação à entrega de insetos suspeitos de transmissão, até o fluxo para o laboratório de entomologia e as respostas adequadas’, explicou.

Durante o evento, também está sendo avaliado o trabalho de vigilância com ovitrampas, armadilhas utilizadas para monitorar e controlar mosquitos, especialmente o Aedes aegypti, vetor da dengue e outras arboviroses. ‘Distribuímos as armadilhas para todos os municípios e qualificamos profissionais dos 223 municípios. Agora, estamos avaliando essa nova tecnologia implantada no ano passado na Paraíba, para identificar o que precisa ser ajustado’, afirmou Nilton.

A Doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitida principalmente pelas fezes do ‘barbeiro’. Quando o inseto pica para se alimentar de sangue, ele defeca no local, e ao coçar, a pessoa pode empurrar as fezes contaminadas para dentro da pele ou mucosas. O parasita pode entrar na corrente sanguínea e se alojar em órgãos como o coração e o sistema digestivo.

Além do contato direto com o inseto, a doença pode ser transmitida pela ingestão de alimentos contaminados, de mãe para filho durante a gravidez, ou por transfusão de sangue.

Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, fraqueza, gânglios inchados e inchaço nas pálpebras, caso o parasita entre pelo olho. Em casos crônicos, pode afetar o coração ou o intestino, causando insuficiência cardíaca ou aumento do órgão. A doença é curável se tratada logo no início.

Imagem da notícia

Leia mais