Defesa Civil reconhece situação de emergência em 17 municípios do RS


A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu situação de emergência em 17 municípios do Rio Grande do Sul afetados por tempestades e vendavais neste mês de julho. 

De acordo com a Portaria nº 2.382, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União, a maior parte das localidades foi atingida por chuvas intensas. Entre as cidades afetadas estão Áurea, Braga, Constantina, Dois Irmãos das Missões, Floriano Peixoto, Getúlio Vargas e Humaitá. Veja aqui a lista completa.

Dos 17 municípios contemplados, 16 registraram esse tipo de desastre. Apenas Eldorado do Sul teve a situação de emergência reconhecida em razão de vendaval.

Recursos

Com o reconhecimento da situação de emergência pelo governo federal, as prefeituras podem solicitar recursos da União para ações de defesa civil. 

Os repasses podem ser destinados a medidas de assistência à população afetada, como compra de cestas básicas, água mineral, refeições para trabalhadores e voluntários, kits de higiene e limpeza, além de ações de restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de áreas atingidas.

Memória

Desde o início de junho, o Rio Grande do Sul é atingido por temporais. De acordo com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, cerca de 140 municípios reportaram danos em consequência de inundações. Em Eldorado do Sul, os vendavais deixaram mais de 720 desabrigados.

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Os sucessivos reconhecimentos de situação de emergência no Rio Grande do Sul evidenciam uma tendência estrutural: entre 2010 e 2023, o estado liderou o número de decretações de desastre hidrológico no país, somando milhares de ocorrências registradas pela Defesa Civil e pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, com impacto direto em cadeias produtivas como soja, arroz e proteína animal, responsáveis por mais de 8% do PIB agropecuário nacional.Esse padrão recorrente pressiona a capacidade fiscal dos municípios, que frequentemente dependem de repasses extraordinários da União para recompor infraestrutura viária, escolas e unidades de saúde, elevando o custo de manutenção de serviços públicos em regiões já marcadas por perda de população e baixa diversificação econômica.

Além do impacto imediato sobre desabrigados e desalojados, estudos recentes da Confederação Nacional de Municípios e de centros de pesquisa em clima mostram que eventos extremos no Sul têm aumentado em frequência e intensidade, com projeções de crescimento de até 30% nas perdas econômicas anuais relacionadas a enchentes e vendavais até 2030 se não houver investimento robusto em adaptação, como obras de drenagem, contenção de encostas e revisão de uso do solo urbano.Em paralelo, a digitalização da informação sobre risco – por meio de redes sociais, aplicativos de alerta e plataformas de vídeo – já supera a mídia tradicional como fonte de notícias, o que torna estratégica a capacidade dos órgãos de proteção e defesa civil de comunicar rapidamente protocolos de segurança e rotas de evacuação à população em tempo real.

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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