A Defesa Civil do Rio Grande do Sul prevê um cenário de elevado risco meteorológico e hidrológico até quarta-feira (29). As condições indicam a ocorrência de tempestades severas, com chuva intensa e volumosa, rajadas de vento, queda de granizo e possibilidade de tornados em parte do estado, além do aumento do risco de cheias e inundações em diversos rios.
Segundo o órgão, entre a segunda-feira (27) e a terça-feira (28), a instabilidade se intensifica significativamente. A previsão aponta para tempestades severas, com possibilidade de granizo de grande porte, rajadas de vento que podem superar os 90 km/h e volumes elevados de precipitação.
Em algumas localidades, os acumulados de chuva poderão ultrapassar 100 milímetros em apenas 12 horas e superar os 200 milímetros em 48 horas, principalmente durante a terça-feira (28). Também permanece a possibilidade de ocorrência de tornados.
Na madrugada de quarta-feira (29), as instabilidades ainda atuam sobre o estado, mantendo condições para chuva forte, ventos intensos e queda de granizo, principalmente nas regiões norte, noroeste, nordeste, serra, vales e litoral norte.
Inundações
Além das condições meteorológicas adversas, a Defesa Civil reforça o risco hidrológico para diversas bacias hidrográficas. A previsão de volumes elevados de chuva, somada aos níveis já elevados de alguns rios, aumenta a possibilidade de cheias, extravasamento de arroios e pequenos cursos d’água, alagamentos urbanos e inundações.
Os maiores riscos concentram-se nos rios Uruguai, Quaraí, Ibirapuitã, Santa Maria, Ibicuí, Jacuí e Sinos. Atualmente, os rios Uruguai, Jacuí e Sinos já apresentam pontos de monitoramento acima da cota de inundação, condição que pode persistir nos próximos dias.
A Defesa Civil também destaca a possibilidade de inundação em municípios localizados ao longo dos rios Ibirapuitã, em Alegrete; Santa Maria, em Dom Pedrito e Rosário do Sul; Ibicuí, em Manoel Viana; e Quaraí, no município de Quaraí.
O alerta atual da Defesa Civil ocorre em um estado que já vem acumulando episódios extremos: em cheias recentes, o Rio Ibirapuitã chegou a superar em mais de 2 metros a cota de inundação de 9,7 m em Alegrete, mantendo níveis acima de 11 m e deixando centenas de famílias desabrigadas e desalojadas. Em alguns desses eventos, a precipitação registrada em 48 horas equivalou a praticamente um mês de chuva, evidenciando um padrão de acumulados concentrados em curto espaço de tempo, que aumenta o potencial de enxurradas e movimentos de massa em áreas vulneráveis.
Além do risco imediato à população, a sequência de tempestades e acumulados previstos entre 200 e 300 mm em diferentes regiões do Rio Grande do Sul pressiona a infraestrutura urbana, a malha viária e a atividade agropecuária, justamente em uma unidade da federação que responde por parcela relevante da produção nacional de grãos e proteína animal. A recorrência de cheias em bacias como Jacuí, Uruguai, Santa Maria e Ibicuí também eleva custos públicos com
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
