Homem é preso no Rio ao desembarcar de voo procedente da Espanha


A Polícia Federal prendeu na noite desta sexta-feira (31) um foragido da Justiça condenado pela prática do crime de roubo . Ele foi preso no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, no momento em que desembarcava de um voo internacional procedente da Espanha.

O preso, de 39 anos, natural de Belo Horizonte (MG), foi localizado por autoridades espanholas por irregularidades migratórias, que resultaram na expulsão da Espanha.

Agentes federais lotados na Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional do Rio deram cumprimento ao mandado de prisão definitiva decorrente de sentença condenatória pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, após serem alertados pelo Núcleo da Interpol.

O preso acumula extensa ficha criminal, com 33 registros de prisão, além de anotação por participação em associação criminosa especializada em furtos por arrombamento, que atuava nas regiões central e metropolitana de Minas Gerais.

O homem foi encaminhado a um presídio do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça Federal.

A captura desse foragido expulso da Espanha e com 33 registros de prisão ocorre em meio a um cenário de forte pressão sobre o sistema de segurança e prisional de Minas Gerais, que só entre dezembro de 2024 e meados de 2025 registrou quase duas dezenas de episódios de fuga em diferentes unidades do estado. Ao mesmo tempo, forças de segurança mineiras têm desmantelado sucessivas associações criminosas especializadas em furtos por arrombamento de residências, com operações recentes em Belo Horizonte e cidades da região metropolitana, o que indica um mercado ilícito consolidado e altamente profissionalizado nesse tipo de delito.

O fato de o condenado ter sido localizado por irregularidades migratórias na Espanha e entregue à PF mediante alerta da Interpol também reforça a dimensão transnacional da criminalidade patrimonial: quadrilhas de furtos a casas de luxo e a estabelecimentos comerciais brasileiros já foram alvo de ações em cooperação com autoridades de outros países, diante da movimentação de integrantes e de bens roubados pelo exterior. Para o sistema de justiça, um histórico de dezenas de prisões sem ruptura definitiva da trajetória criminal acende o debate sobre a efetividade das políticas de ressocialização e de controle de reincidência, especialmente em crimes que dependem de redes organizadas, conhecimento técnico de arrombamento e fácil circulação de produtos furtados no mercado paralelo.

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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