PT oficializa candidatura de Lula à Presidência


O PT formalizou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, em convenção neste domingo (2) no Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo. Geraldo Alckmin, do PSB, compõe a chapa como candidato à Vice-Presidência da República. Os dois repetem a chapa que foi vitoriosa em 2022. Se for eleito, Lula cumprirá o quarto mandato.

Em 2026, o PT terá como aliados o PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede. O evento começou por volta das 11h e teve a presença de lideranças e aliados de Lula.

No discurso de abertura da Convenção Nacional do PT, o presidente do partido, Edinho Silva, ressaltou que as próximas eleições brasileiras terão impacto importante na América Latina e no mundo. E que vai definir a soberania nacional frente a possíveis “intervencionismos”.

Depois dele, o ex-ministro Fernando Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin e a primeira-dama Janja Silva discursaram.

Para fechar o evento, o presidente Lula falou por mais de uma hora. “O que motiva um governo a ganhar as eleições é se o legado dele for merecedor de confiança e de respeito. Quem fez pode prometer mais. Quem não fez não tem o que prometer. Essa é a lógica da nossa campanha”, afirmou.

Caso seja eleito, aos 81 anos, Lula vai ser o presidente mais velho a ocupar o cargo.

Aos 80 anos, Lula entra na disputa como o primeiro presidente octogenário em exercício na história do Brasil, um dado que ajuda a medir não só a singularidade da candidatura, mas também o peso simbólico da longevidade política em uma eleição que tende a ser interpretada como plebiscito sobre continuidade e capacidade de entrega.No campo prático, a campanha já trabalha com a data de 16 de agosto para a largada oficial nas ruas, o que concentra em poucas semanas a disputa por narrativa, mobilização territorial e exposição na televisão e nas redes.

Há também um componente financeiro relevante: a estrutura petista reservou ao presidente uma fatia expressiva do fundo eleitoral, sinalizando que a campanha será montada para combinar máquina partidária, coordenação centralizada e investimento pesado em comunicação política.Esse cenário ganha ainda mais peso porque o calendário eleitoral só permite pedido explícito de voto a partir de 16 de agosto, o que torna a capacidade de antecipar agenda, calibrar promessas e administrar a imagem do incumbente um fator decisivo na disputa.

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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