A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta terça-feira (25) incluiu sabatinas, entrevistas à imprensa e participação em fóruns e eventos de campanha.
>> Veja como foi a terça-feira (25) dos presidenciáveis:
Flávio Bolsonaro (PL)
O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda de campanha em Maceió, onde teve reunião com empresários do setor produtivo e participou de uma carreata.
Ele disse que, se eleito, pretende investir no Nordeste para ampliar a produção de alimentos, como ocorreu no Centro-oeste.
“Podemos trazer água de verdade para o povo nordestino e também para o nosso agro para que possa prosperar. Olhar para o Nordeste para que, no futuro, seja o maior produtor de alimentos do mundo”, disse.
Flávio Bolsonaro participou também da Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus.
Hertz Dias (PSTU)
O candidato Hertz Dias concedeu entrevista ao Monitor Mercantil. Ele defendeu mais direitos aos trabalhadores de aplicativos.
“Milhões de pessoas dependem dos aplicativos para sobreviver, mas trabalham sem direitos, sem proteção social e submetidas a algoritmos que determinam sua renda sem qualquer transparência”, disse.
Na parte da tarde, o candidato e apoiadores fizeram panfletagem no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva não teve agenda de campanha.
Nas redes sociais, ele reiterou o posicionamento favorável ao fim da escala 6 por 1, que está sob análise do Senado.
“Vamos acabar com essa jornada escrava de trabalho”, disse, em vídeo.
Renan Santos (Missão)
O candidato Renan Santos criticou o modelo atual das emendas parlamentares, ao participar de evento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), na capital paulista.
Ele defendeu a regulamentação e um sistema de fiscalização por meio de um Procurador-Geral da República independente.
“O Congresso Nacional não se importa com projeto, com nenhum tema nacional, só se importa com emenda”, disse
Romeu Zema (Novo)
O candidato Romeu Zema visitou a comunidade Tavares Bastos, na zona sul do Rio de Janeiro, onde se reuniu com moradores para discutir o tema da segurança pública.
Ele apresentou propostas voltadas ao combate ao crime organizado, com foco na retomada de áreas sob influência de facções criminosas.
Depois, participou de sabatina dos jornais O Globo e Valor e da rádio CBN.
Ronaldo Caiado (PSD)
O candidato Ronaldo Caiado defendeu que as soluções para os problemas no setor de energia (geração, transmissão e distribuição) devem ocorrer em parceria com a iniciativa privada.
“Eles [iniciativa privada] é que estarão à frente nessa responsabilidade de levar a esses vazios no Brasil uma condição de energia capaz de industrializar a região, de poder irrigar essa região e poder, ao mesmo tempo, ser motivador para que a pessoa possa ter a sua iniciativa”, disse, ao participar do evento da Abdib, na capital paulista.
Às 21h, participa de sabatina na TV Globo.
Rui Costa Pimenta (PCO)
O candidato Rui Costa Pimenta foi entrevistado pelo programa Análise da 3ª, veiculado pelo canal no YouTube da Rádio Causa Operária.
Ele participou de reunião com a executiva nacional do PCO e concedeu entrevista ao Canal do Galo Preto, também no Youtube.
Samara Martins (UP)
A candidata cumpriu agenda de campanha em Aracaju, onde participou de panfletagem e caminhada com trabalhadores.
À noite, Samara participou de plenária com apoiadores na Ocupação João Mulungu, que fica em um prédio abandonado da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e onde residem mais de 30 famílias.
A candidata manifestou apoio às famílias e defendeu a organização popular. “É preciso que o povo esteja organizado, que o povo esteja em luta para transformar a sua própria realidade, ” disse.
Wilson Grassi (Democrata)
O candidato participou de reuniões internas de campanha e de entrevista ao portal Terra.
Augusto Cury (Avante)
O candidato Augusto Cury participou de uma sabatina no Grupo Thathi/Novabrasil, em que defendeu a adoção do sistema semi-presidencialista no país.
“Temos que provocar o Congresso para mudar o regime, para que o presidente fique no estratégico e que o primeiro-ministro possa gerir essa nação com responsabilidade”, disse.
Após a sabatina, Cury viajou para Minas Gerais, onde participou de evento de lançamento da campanha no estado.
Clariana Barão (DC)
A candidata Clariana Barão concedeu entrevistas a portais de notícias em Brasília. Ela defendeu reformas estruturais no país, em especial a previdenciária.
Ela disse que, se eleita, criará centros integrados de atendimento à violência doméstica, com o objetivo de incentivar as mulheres a fazerem denúncias contra agressores.
“Esse centro terá uma delegacia 24 horas de atendimento à mulher; e um posto do IML para poder atendê-la no exame de corpo e delito imediatamente”, afirmou.
Edmilson Costa (PCB)
O candidato não divulgou agenda de campanha.
Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.
A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.
* Colaboraram Camila Boehm (São Paulo), Cristina Indio do Brasil (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e Pedro Peduzzi (Brasília)
Ao prometer transformar o Nordeste em potência agroalimentar, os presidenciáveis esbarram em um dado estrutural: hoje a região responde por menos de um quinto da produção agrícola nacional e concentra gargalos históricos de irrigação, logística e acesso a crédito, o que exige investimentos contínuos em infraestrutura hídrica e energética, não apenas expansão de área cultivada. Em paralelo, o avanço do agronegócio ali ocorre sobre um território que ainda enfrenta elevada vulnerabilidade social, o que torna decisiva a articulação entre política agrícola, combate à pobreza e preservação ambiental.
As pautas sobre trabalhadores de aplicativos e violência contra a mulher também dialogam com números em rápida escalada: o Brasil já supera 1,7 milhão de pessoas que dependem de plataformas digitais para renda principal, em grande parte sem proteção previdenciária ou clara regulação trabalhista, enquanto os feminicídios atingiram recorde em 2025, com cerca de quatro mulheres assassinadas por dia, majoritariamente negras e mortas dentro de casa. Isso coloca a agenda de direitos sociais, reconfiguração do mercado de trabalho e fortalecimento da rede de proteção às mulheres como um teste concreto da capacidade das candidaturas de enfrentar transformações profundas e desigualdades persistentes.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
