Sete cidades nos estados de Alagoas, Bahia e Paraíba tiveram situação de emergência reconhecida devido ao período de estiagem. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil publicou portaria com a medida nesta quarta-feira (26).
Os municípios tiveram situação de emergência reconhecida, de acordo com os registros apresentados nos Formulários de Informações do Desastre (Fide), apresentados neste mês de agosto, e nos decretos municipais que fundamentaram os pedidos de reconhecimento.
| Estados | Cidades |
| Alagoas | Canapi |
| Bahia | Gavião |
| Bahia | Poções |
| Paraíba | Brejo dos Santos |
| Paraíba | Frei Martinho |
| Paraíba | Monte Horebe |
| Paraíba | São José de Espinharas |
Recursos
O reconhecimento federal da situação de emergência permite aos municípios solicitarem apoio da União para ações de defesa civil, como assistência humanitária, aquisição de cestas básicas, abastecimento de água, distribuição de kits de higiene e outras medidas voltadas ao atendimento da população atingida pelos efeitos da seca.
As já prefeituras podem encaminhar planos de trabalho para análise da Defesa Civil Nacional, a fim de liberar os recursos.
O reconhecimento de emergência para esses sete municípios se insere em um quadro bem mais amplo: em 2026, mais de 3,5 mil cidades brasileiras estão classificadas em algum nível de seca, com predominância no Nordeste, segundo dados oficiais de monitoramento climático. Relatórios recentes apontam que a frequência de portarias federais por estiagem em julho e agosto deste ano reflete não um evento isolado, mas a intensificação de eventos extremos no semiárido, tendência já observada por centros de pesquisa climática nacionais.
O impacto socioeconômico dessa sequência de reconhecimentos vai além do abastecimento de água: a seca prolongada pressiona a agricultura familiar, encarece a produção de alimentos e aumenta a dependência de políticas emergenciais, como carros-pipa e distribuição de cestas básicas. Em muitos municípios do interior de Alagoas, Bahia e Paraíba, a perda de safras e a mortandade
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
